Enquanto o país debate o fortalecimento do cinturão bélico por conta do perigo americano, um ministro civil destrói a narrativa ao sinalizar rendição sumária com a brincadeira do Portão Aberto, cenário que fere brutalmente a honra militar do Brasil.
José Múcio é engenheiro civil de formação e político de carreira. Ainda que ministro da Defesa, mostra-se estranho à doutrina militar ao entrar com essa saída à francesa que projeta sobre as Forças Armadas uma capitulação preventiva.
Durante encontro na Confederação Nacional da Indústria na terça, José Mucio solta: Se os EUA invadirem o Brasil, a gente terá que abrir o portão.
CIVIL x MILITAR
O ministro fala do portão com tom jocoso, sem se importar que pisa no território mais sensível do código militar – prontidão e dignidade institucional. Ao anular a capacidade de resposta armada, Múcio dispara fogo amigo contra as próprias Forças Armadas e sinaliza vulnerabilidade e entrega ao cenário internacional.
Ainda que o alto comando militar não se manifeste por cumprir o Regulamento Disciplinar, na doutrina de defesa não cabe capitulação preventiva – rendição covarde.
O portão do ministro não representa a verdade que são as fronteiras vigiadas pelas Forças Armadas. E mais: as tropas brasileiras têm estratégias de dissuasão, guerra de resistência e defesa assimétrica – quando contra forças superiores.
PÉTAIN 1940 – MÚCIO 2026
Em maio de 1940 a Alemanha fazia a Europa sangrar e posicionou-se ante a França que se defendeu por pouco mais de um mês (seis semanas). Ou seja, os nazis praticamente brincaram no portão francês e entraram com facilidade.
Justificando preservar a integridade nacional e poupar o país, o marechal Phillipe Pétain abriu o portão assinando armistício e entraria para a história como traidor.
A narrativa de preservação nacional justificada por Pétain mostra-se bem alinhada com o portão de Múcio. Mas o cenário brasileiro é ainda mais absurdo – sequer há ameaça iminente e o chefe da Defesa já se rende.
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