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27 de março de 2026
COI bane trans já em Los Angeles 28.

COI bane trans: isso irá afetar o vôlei feminino brasileiro?

Quando o Comitê Olímpico Internacional crava uma regra, as organizações alinhadas repercutem sob medida. Dessa vez, a decisão é absoluta quanto a mulher trans em Jogos Olímpicos – o COI bane o gênero da categoria feminina.

Isso já é para Los Angeles 2028 e a letra da legislação mostra-se inflexível: A elegibilidade para qualquer evento da categoria feminina nos Jogos Olímpicos ou em qualquer outro evento do COI, incluindo esportes individuais e coletivos, agora se limita a mulheres biológicas.

Seguindo a linha dura defendida pelo presidente Donald Trump, o COI justifica que a medida protege a justiça, a segurança e a integridade na categoria feminina.

BRASIL

“Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens podem significar a diferença entre a vitória e a derrota, disse a presidente Kirsty Coventry. “Portanto, é absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina.”

Desde junho do ano passado que o COI está nessa filtragem. Lembrando, três modalidades já haviam excluído mulher trans – atletismo, natação e ciclismo. E sobre Donald Trump no tema, ele assinou a seguinte ordem em fevereiro do ano passado: Mantendo os Homens Fora dos Esportes Femininos.

A partir de agora é lei, até então o tema era entregue para cada federação tratar – como faz o Brasil que tem no vôlei feminino uma celebridade trans. No entanto, em dois momentos internacionais o Osasco Vôlei viu-se obrigado a deixar de lado a militância e curvar-se ante a ciência médica – disputou o Mundial de Clubes e o Sul-americano só com mulheres biológicas.

E por que o poderoso Osasco e a Confederação Brasileira não protestaram? Porque trans no vôlei feminino é lei doméstica, porque um centímetro além da fronteira já não vale – e mesmo o Mundial sendo disputado em São Paulo, mas por ter assinatura da Confederação Internacional, seguiu o protocolo contra trans.

A Confederação Sul-americana segue a Fivb, então Osasco também perdeu para o Sula. Repetindo, fora das quadras brasileiras a lei da CBV não pesa. E agora resta ver o impacto dessa lei do COI a partir da Federação Internacional para o vôlei brasileiro – se a autonomia doméstica seguirá intocável.