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18/06/2019
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Esporte

Uma carapicuibana campeã mundial: Janeth celebra os 25 anos do título com a seleção de 1994

Uma iniciativa espetacular da Confederação Brasileira de Basquete que reúne não apenas todas jogadoras campeãs mundiais de 1994 mas, também, toda comissão técnica para celebração dos 25 anos daquela data histórica e inédita.

Nessa quarta-feira a seleção de estrelas se reúne no mesmo hotel da concentração para o Mundial da Austrália. Naquele grupo, uma carapicuibana. A ala Janeth Arcain que já batia aquele bolão se consagraria de vez ao lado de gigantes como Magic Paula e Hortência.

Hoje com 50 anos, ela segue com uma das referências da cesta nacional. Além do título mundial, Janeth tem duas medalhas olímpicas; de quebra, tem na história o ranking como terceira maior pontuadora da seleção brasileira com 2.247 em 138 jogos.

Ela iniciou na quadra jogando vôlei e defendendo o Corinthians. Mas é bom deixar claro que vôlei foi um quebra-galho. Ela conta que morava no Bom Retiro e que não tinha grana para pagar escolinha de basquete; então foi ao Corinthians para ver se havia garrafão por lá, mas não. Como era alta, saltava bem e por cima era corintiana, ficou no vôlei e logo seria campeã paulista mirim.

Depois disso, o basquete. Tinha 13 anos quando estreou e logo numa final contra Jundiaí. Claro, foi cestinha campeã e eleita a melhor do jogo. A carreira foi veloz que em pouco tempo a menina já estava na seleção brasileira. Desde então foram jogadas espetaculares e pontos sobre pontos culminando com o título do Brasil em 1994.

Campeã mundial, foi prata na Olimpíada de Atlanta 1996 e bronze em Sydney 2000. Na galeria da fera são várias medalhas e troféus de campeonatos estaduais, brasileiros, pan-americanos e sul-americanos. Sim, Janeth é uma celebridade do esporte brasileiro.

Ela tem o nome no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete e foi destaque do Brasil como estrela da WNBA. Se Hortência consagrou-se como rainha e Paula como Magic, Janeth sempre foi Janeth, dona de um longo reinado e de mágicas em quadra.

A seleção campeã

Janeth e amigas daquela camisa canarinho encontram-se amanhã no Hotel Alpino, região de São Roque. No centro da festa, o título de 1994 conquistado em 12 de junho – o primeiro mundial do basquete feminino. A final foi contra a China que tinha como principal referência a gigante Zheng Haixia.

Mas na quadra brasileira a bola era torpedo nas mãos da rainha Hortência, de Magic Paula, de Janeth e de Leila Sobral, por exemplo. No conjunto e na tática, Brasil campeão por 96 a 87 no Sydney Entertainment Centre.

As campeãs do Brasil: Hortência, Helen Cristina, Adriana Aparecida, Leila Sobral, Magic Paula, Janeth Arcain, Roseli do Carmo, Simone Pontello, Ruth Roberta, Alessandra Santos, Cíntia Tuiú, Dalila Bulcão. A carapicuibana Janeth fez 186 pontos em oito jogos, a segunda maior mão do Brasil abaixo da rainha que cravou 221 pontos.

Na 1ª fase a seleção formou o Grupo C com Eslováquia, Polônia e Taipé classificando-se em segundo lugar; na etapa seguinte e no Grupo F tevea Espanha, Cuba e China, passando também em segundo. Nas semifinais o Brasil despacha os Estados Unidos por 110 a 107 indo, então, para a decisão contra a China e para o título. O técnico era Miguel Ângelo da Luz.