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18/06/2019
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Torcida do vôlei de Osasco: um mês de descaso em nome do marketing

Está completando um mês que o vôlei de Osasco perdeu o patrocínio da Nestlé. Desde então o torcedor amarga a angústia quanto ao futuro do time, e amarga silenciosamente, absolutamente calado e passivo. Afinal, não pode fazer nada a não ser esperar.

Claro que esse momento é necessário, só que a diretoria de Osasco parece forçar demasiadamente a barra. O torcedor não pena pela angústia da espera mas pela ausência mórbida de informação.

É mesmo preciso essa estratégia extrema? Por que a direção do vôlei não mantém o torcedor informado? Não é esse torcedor lota o Liberatão de Presidente Altino, que dá apoio direto e reto, principalmente nos momentos de baixa?

Não é esse torcedor que veste a camisa e viaja o Brasil acompanhando Osasco seja em que quadra for? Sim, mas a explicação que se tem sobre o silêncio sepulcral no Liberatão é que nada pode ser dito para não atrapalhar as negociações, o marketing.

Bem, o que isso quer dizer? Significa que a direção do vôlei está negociando novo patrocinador mas que nada pode ser dito por questões de estratégia de mercado. Em razão disso e da política de gerência do patrocinador, sigilo absoluto e boca de defunto.

Mas é mesmo necessário essa medida isolante e que deixa o torcedor à margem? Por que o torcedor não pode ter o mínimo de informação para aquietar-se um pouco?

Custa o técnico e gerente Luizomar de Moura chegar e dizer que o encaminhamento está indo bem, ou não; que já tem 50 por cento acertado com o novo patrocinador, ou 90 por cento; ou que voltou ao ponto de partida em busca de parceria… Por que o torcedor não pode ouvir um pio sequer e é jogado nesse limbo em nome de uma estratégia de marketing?

 

A diferença da crise de 2009 para agora

Quando o Bradesco anunciou a extinção do Finasa em 2009, aquilo sim foi um nocaute. O Brasil todo sentiu o golpe e Osasco cobriu-se de tristeza, quase um luto.

O prefeito era Emidio de Souza mas o procedimento dele foi mesmo nota 10. Nada de ficar omisso diante do baque. A torcida de Osasco também não ficou passiva, foi à luta contra o abandono.

No dia seguinte à decisão do banco, o prefeito reuniu imprensa e torcedores no ginásio de Presidente Altino para dar satisfação; e outras reuniões aconteceram e com o poder público dando boas expectativas para a torcida.

A diferença de 2009 para agora está justamente nisso: na turbulência daquela crise o torcedor não foi abandonado, não foi posto de lado como peça sem importância. Ao contrário, foi considerado e participado a cada avanço.

Hoje, o que mais angustia a torcida é a falta de informação. Por outro lado, se o vôlei sustenta essa política de mudez é porque não encontra maré na contramão – o torcedor de Osasco passa por isso caladinho e limitando-se às redes sociais.

Em 2009 a torcida fez protestos presenciais e teve respostas igualmente reais; hoje a relação é virtual e a direção do vôlei não sofre pressão alguma, não sente necessidade de dar satisfação porque está confortável nessa relação de curtir e compartilhar…