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18/06/2019
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Tandara carrega o Nestlé, mas o Praia tem coletivo que justifica o time na final da Superliga

Partida decisiva do playoff semifinal e esperava-se tudo e mais um pouco do Vôlei Nestlé, mas que assinou essa bronca foi o time da casa. Jogo de ontem em Uberlândia e para desempatar a série que contava duas vitórias para cada lado.

Deu Praia Clube por 3 a 1 e de virada. Sim, as meninas de Osasco entraram ferozes e cravaram 25 a 18 no 1º set, só que ficou nisso porque depois o jogo foi até maneiro para as mineiras que fecharam com 25 a 16, 25 a 19 e 25 a 21.

Então, é Praia x Sesc Rio decidindo a Superliga. Lembrando que essa classificação mineira vinga o resultado do playoff semifinal da temporada passada, quando o Nestlé eliminou o Praia em três jogos.

O título da Superliga será em dois jogos, 15 e 22, 10h para ambos. Dando vitória para cada lado, se a final ficar no 1 a 1, logo após a segunda partida entra o Golden Set para desempate.

 

O que aconteceu com Osasco?

No 1º set o Vôlei Nestlé trabalhou na marcação do ataque, dificultando as coisas para Fê Garay e facilitando tudo para a braçuda Tandara. E quando não era ela, a central Bia chegava para definir.

Osasco toma conta e abre 15 a 9 diante de um Praia absolutamente desmontado. Foi só administrar a vantagem e esticar para 23 a 15, encaminhando a vitória da parcial com Ángela Leyva em block sobre Walewska, 25 a 18.

Jogo valendo classificação à final nacional, o Vôlei Nestlé precisava entrar ainda mais monstro para não dar chances. Mas quando a americana Fawcett manda um ace para 5 a 3, as estruturas osasquenses se abalam.

A peruana Leyva foi duramente marcada nos saques do Praia, o ataque evolui barbaridade e logo a torcida vê o empate chegando quando o placar mostra 14 a 8.

Mas Osasco tem Tandara e ela é mesmo o diferencial. A braçuda comprou a bronca e o time encosta, só que no conjunto o Vôlei Nestlé não corresponde e o time da casa mantém a vantagem até fazer 23 a 13, números até humilhantes para as osasquenses.

Abusando do saque e dos bloqueios, em poucos lances o Praia fecha a parcial e num saque errado de Mari, 25 a 16, jogo empatado por 1 a 1.

 

Marcaram a Leyva

Sim, o saque do Praia havia eleito uma vítima no Nestlé, a peruana Leyva. Começou nessa pressão sobre a ponteira e logo fazia 3 a 0 no 3º set. O time de Osasco sabia que não podia vacilar nessa parada, mas só não sabia o que fazer para mudar o quadro.

Os saques de Fawcett explodiam sobre Osasco e na rede o duelo ficava entre Fê Garay detonando de um lado, com resposta no ato da braçuda Tandara; tanto que num ace da oposta passadora é que tem reação osasquense com empate espetacular, 15 a 15.

Era o momento esperado para virar e Bia faz isso, para desespero da torcida praiana. No entanto, as meninas do Nestlé não souberam segurar e logo foram ultrapassadas.

Além de Fawcett, o Praia surfava nos saques poderosos de Amanda. E enquanto o block da casa implodia o ataque adversário, o Vôlei Nestlé também afundava-se nos próprios erros. Por fim, tem China de Walewska para matar a parcial, 25 a 19.

O 4º set era de decisão, já que a vitória classificaria o Praia e, dando Osasco, tudo iria para o tie-break. E o Vôlei Nestlé escrevia esse segundo roteiro ao fazer 6 a 0.

Era uma outra equipe, dominando todos os fundamentos e gigante em quadra. A torcida não acreditava ao ver 9 a 1 no placar e Tandara deitando e rolando no ataque.

Acontece que o Praia sai da soneca e volta para o jogo. Lance a lance a defesa vai assimilando as bolas e dando conta do recado e, impressionante mesmo, Osasco fica congelado no 9º ponto.

Isso mesmo, bola a bola o Praia vai crescendo até chegar ao 9 a 9, empate que tirava toda moral do adversário. E quando Fawcett faz a virada, aquela festa toma conta da torcida.

Mas a parcial segue parelha, o Nestlé não se entrega e vai perseguindo, chegando aos 18 a 18. Como já foi dito, o time de Osasco dependia dessa parcial para forçar o quinto set.

No entanto, a americana Fawcett não estava para solidariedade e solta o braço com ferocidade e fazendo a diferença, até que a melhor jogadora de Osasco manda para fora. Sim, erro da gloriosa braçuda e o Praia mete 25 a 21.

 

Braçuda Tandara é de outro mundo

Caso o Vôlei Nestlé contasse no ataque com uma jogadora que rendesse a metade da braçuda Tandara, certamente o Praia não iria resistir. E os números estão aí, 33 pontos para ela; a segunda melhor foi Fawcett com 20 pontos.

E a americana, nessa performance bem forte, teve companhia de Fê Garay, 16 pontos para ela. Já na rede osasquense, se Tandara reinava absoluta com o canhão na mão, a central Bia foi a segunda melhor do time com 10 pontos.

Mari ficou nos inexplicáveis 7 pontos, sendo 6 para a peruana Leyva. A razão disso é elementar, a defesa e o coletivo do Praia funcionaram bem mais que o ataque osasquense.

Exceção é a braçuda, pois o vôlei que Tandara joga é de outro mundo. Ela faz toda diferença, mas o fato é que o Nestlé está eliminado por depender basicamente de uma jogadora só.

O coletivo de Osasco, visto nas outras quatro partidas, não apareceu ontem. Apenas Tandara jogou, como sempre joga; já o Praia foi na tática da formiguinha, todo mundo junto e colado. Assim, esse coletivo puxado pela americana Fawcett e por Fê Garay tomou conta.

 

DIZ AÍ, FAWCETT, a melhor do jogo
Essa vitória veio do coração. O Vôlei Nestlé tem um grande time e sabíamos que seria uma partida difícil. Não joguei bem as primeiras partidas da semifinal e precisava mudar algumas coisas para jogar melhor e estou feliz pelo resultado.

E VOCÊ, GARAY?
Estou muito feliz porque foi uma conquista do grupo. Provamos que somos fortes como equipe. Acredito muito no nosso time e que podemos fazer bonito. É muito bom conseguir essa vitória diante da nossa torcida que tanto nos apoiou na competição.

CERTO, AGORA É A BRAÇUDA TANDARA
O maior número de erros nossos fez a diferença no resultado final. Fizemos um primeiro set sensacional. E fomos baixando um pouco a força e elas acertando mais. No quarto set conseguimos abrir, mas elas foram tirando até virar. O Praia jogou muito bem nos momentos decisivos. Mesmo assim, o Vôlei Nestlé está de parabéns. A história desse time nessa temporada foi sensacional. A minha alma está lavada e fiz o máximo que dava. Osasco é minha casa e o Vôlei Nestlé sempre me tratou muito bem.

 

O PRAIA
– do técnico Paulo Coco: Claudinha, Walewska, Fabiana, Fê Garay, Amanda, Fawcett e Suelen; mais Natasha, Amanda, Carla e Ellen.

O VÔLEI NESTLÉ
– do técnico Luizomar de Moura: Fabíola, Tandara, Bia, Nati Martins, Mari, Ángela Leyva e Tássia; mais Lorenne, Carol Albuquerque, Nadja Ninkovic e Camila Brait.