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SP tem 3 mortes por reação à vacina de febre amarela; outros 6 são investigados

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SP tem 3 mortes por reação à vacina de febre amarela; outros 6 são investigados
janeiro 19
20:00 2018

Óbitos ocorreram no período de um ano, aponta balanço da Secretaria de Estado da Saúde; vacinação só é recomendada para pessoas que vão ou residem em áreas onde o vírus circula. Balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta para os riscos da procura indiscriminada pela vacina, que pode levar a óbito.

De janeiro de 2017 até o momento, três pessoas morreram em consequência de eventos adversos graves relacionados à vacina que evoluíram para óbito.

Estão sendo investigados outros seis óbitos com quadro clínico e epidemiológico que podem ser relacionado à vacinação.

As três mortes foram confirmadas como reação vacinal após análises caso a caso. Não há registro de doenças prévias para nenhum dos casos e todos eram adultos com menos de 60 anos. Dois deles morreram na capital, sendo um residente na zona Norte da cidade (Perus) e outro em Franco da Rocha. Ambos foram vacinados depois de outubro. O terceiro morreu em fevereiro de 2017 e residia em Matão, região de Rio Preto.

A vacina é feita com o vírus vivo atenuado e, após a aplicação, são produzidos anticorpos contra a doença. Assim, estando imunizada com o vírus vacinal, a pessoa pode ficar protegida contra o vírus selvagem, caso resida ou visite uma área de transmissão.

Posterior à aplicação da vacinação, é comum que a pessoa tenha sintomas leves como dores musculares e de cabeça e febre, assim como vermelhidão, inchaço e calor no ponto da aplicação da agulha.

Outros eventos adversos podem estar relacionados a alergias aos componentes da vacina. A vacina é contraindicada, por exemplo, para pessoas que têm quem histórico de alergia grave (anafilaxia) ao consumo de ovos.

O evento adverso mais grave é a doença viscerotrópica aguda, como se enquadram os óbitos confirmados. Nessas situações, a vacinação provoca uma disfunção aguda de múltiplos órgãos. Como o organismo da pessoa não contém a multiplicação do vírus vacinal, este começa a atacá-lo de modo similar ao vírus selvagem. As reações podem evoluir negativamente para insuficiência renal, hepática e cardíaca, problemas de coagulação, hepatite fulminante e morte.

Justamente pelo perfil da vacina, a imunização é indicada apenas para quem precisa, considerando-se o risco de exposição à febre amarela. Portanto, em locais urbanos, onde não há transmissão, não há motivo para expor a população a um risco desnecessário. Os parâmetros da literatura variam de 1 morte a cada 450 mil doses aplicadas.

(Colaborou Isabela Leite)

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Sobre o Autor

Nilson Martins

Nilson Martins

nilsonmartins@qgnoticias.com

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