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24/06/2019
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SEM MIMIMI: Nestlé não abandona Osasco, vôlei segue e patrocinador chega até o final do mês

Sem mimimi porque o vôlei de Osasco não acaba com a saída da Nestlé. O que acontece agora faz parte do que fora planejado um ano atrás e, portanto, a cúpula esportiva da cidade estava ciente. E durante a temporada, se a empresa cuidava do expediente para fechar a parceria, Osasco igualmente tricotava a rede para garantir substituto na camisa.

A saida da Nestlé gera aquele impacto de mídia como fosse um golpe sobre o vôlei osasquense após nove anos de investimento. Não, a empresa não posa de vilã nesse episódio e o procedimento é cem por cento transparente, bem ao contrário do que aconteceu com a saída do Finasa em 2009.

Naquele ano e logo após a Superliga, o prefeito Emidio de Souza recebeu telefonema da direção do Bradesco avisando que não havia mais Finasa. E foi assim mesmo, de supetão e pegando todo mundo na cama. No dia seguinte, Luizomar de Moura, Carol Albuquerque e todo elenco acordaram desempregados.

Como já foi dito, ao contrário desse comportamento do banco, a Nestlé mostra cavalheirismo e ética no trato com Osasco. Tudo foi bem discutido e ninguém está sendo traído. Por outro lado, é preciso lembrar algo sobre o Bradesco e que quase ninguém comentou – mas tem matéria sobre isso nos arquivos do QG, só buscar.

A decisão do banco foi mesmo cruel e a sangue frio, mas o Bradesco não deixou o vôlei de Osasco no abandono. O prefeito Emidio teve várias reuniões e depois anunciava que o vôlei continuava, que um grupo de empresários sustentaria todo elenco até pintar novo patrocinador. E foi o que aconteceu, quando em setembro daquele ano a cidade aplaudia a chegada do Sollys, do grupo Nestlé.

Portanto, de abril até setembro de 2009, que grupo de empresários foi esse que segurou o vôlei? É essa informação que não se vê por ai, pois o mesmo Bradesco, então malhado e cuspido por ter acabado com o Finasa, esse mesmo Bradesco segurou as pontas.

 

Mário Teixeira, antes do futebol

No mais, o fato é que esse misterioso grupo de empresários era um grupo de um só. Sim, quem bancou o vôlei feminino naquele período foi um dos conselheiros da alta cúpula do Bradesco, homem fortíssimo desse gigante financeiro e que, no ano seguinte (2010), iniciaria investimento no futebol de Osasco e para revolucionar tudo.

Bingo, era mesmo Mário Teixeira, hoje com o nome famoso por sustentar o Osasco Futebol Clube, o Grêmio Esportivo Osasco, o Audax, o Audax Feminino e o Audax Rio – além de investimentos em modalidades sociais.

Sem patrocinador, a cidade competia pela Federação Paulista como Osasco Vôlei Clube, que é a razão social da equipe. Em todas inscrições para torneios não se registra o nome do patrocinador, mas a razão do clube – mesmo nas competições internacionais.

O nome do patrocinador é fantasia, é marca promocional. O que existe mesmo é o Osasco VC e foi com esse nome de origem que Luizomar tocou o time nas quadras do Paulista até a chegada do Sollys. Agora, por exemplo, o que era Vôlei Nestlé volta a ser Osasco VC até a chegada do novo patrocinador. E já está encaminhado. O QG Notícias tem informação que até o final do mês a nova empresa será anunciada.

Ainda sobre a crise de 2009 e a saída do Bradesco, a vinda do Nestlé também não foi assim do nada. A multinacional é uma das clientes mais vips do banco. Essa relação foi de importância gigantesca para os apertos de mãos com o vôlei feminino. Portanto, mais um ponto a favor do banco, ainda que o que fica na história é que o Bradesco simplesmente abandonou Osasco.

E a diretoria da Nestlé? A empresa não vira as costas para a cidade, a saída fora planejada e tudo está dentro de um acordo legal e bem discutido e, no mais, a multinacional também está dando suporte para o fechamento com o patrocinador substituto. Então, nada de mimimi porque o vôlei de Osasco não está abandonado, não há crise e nem desmanche.

Uma fonte segura e atuante nesse momento de transição, garante prazo de 20 dias para o vôlei ter o novo patrocinador anunciado. E vinte dias apontam para o final do mês.

 

Atletas e o mercado

Também não há nenhum pesadelo abatendo o elenco. Além de técnico, Luizomar de Moura é gestor da modalidade e, portanto, negocia diretamente com as jogadoras. A saída da Nestlé significa fim de temporada empregatícia e isso as coloca disponíveis no mercado.

Mesmo que a empresa continuasse, as principais atletas seguiriam recebendo ofertas de outros clubes. Caso de Bia, de Tandara, de Mari… e a lista segue. No mais, a grande maioria do elenco está fechadíssima com Luizomar de Moura e não quer deixar Osasco.

As jogadoras que fecham a temporada vão aguardar pela renovação ou não, o que é normal para todos os clubes após a Superliga. Tandara já declarou que não joga em nenhum outro time no Brasil a não ser por Osasco e que, se não for para continuar na cidade ela vai para o exterior; Bia também quer continuar no Liberatão.

A sérvia Nadja Ninkovic encerra contrato e está negociando, a ponteira Ángela Leyva retorna para o Peru e cumprindo acordo assinado quando apresentou-se ao Nestlé, mas continua nos planos de Luizomar de Moura e deve retornar. Resumindo: a vida segue no Liberatão, ninguém está posando de vítima, a Nestlé não é vilã e o Osasco VC está muito bem amparado para receber novo patrocinador.

 

NOTINHA
– a levantadora Dani Lins inicia os treinos por recuperação física e para voltar ao jogo em três meses; tem nome certo na seleção brasileira, assim como tem o nome garantido no elenco de Osasco.