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Secretário rebate matéria sobre ginástica de Osasco e deixa essa: não temos só a Vivi

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Secretário rebate matéria sobre ginástica de Osasco e deixa essa: não temos só a Vivi
março 21
17:57 2019

Carmônio Bastos é o secretário de Esportes de Osasco e não gostou nada do que foi publicado recentemente sobre a campeã Vivi Oda. Na reportagem, o QG Notícias pauta a exigência da ginástica rítmica na alta performance e as dificuldades da atleta ante os recursos da Serel.

A espetacular Vivi tem 13 anos, é da seleção brasileira juvenil que em junho tem o Mundial da Rússia. Com treinos extremos e cravando 8 horas diárias, ela vai além do limite porque sabe que em Moscou enfrentará as melhores do planeta. Além do Mundial, a agenda internacional da atleta tem o Pan-americano e o Sul-americano.

O desafio supremo está na logística para dar conta desses grandes campeonatos, desafio que coloca Osasco em xeque por conta dos recursos do esporte que hoje são bem limitados. Até 2016 a prefeitura investia forte na secretaria, mas a partir de lá o esporte vem em queda livre.

O trabalho que é feito pela Serel limita-se à manter as escolinhas. Carmônio Bastos falou disso ao criticar a reportagem do QG sobre Vivi Oda. Ele aponta 350 atletas na ginástica artística e outras 200 na rítmica para justificar que está fazendo o melhor possível. “Não temos só a Vivi”, resumiu, completando que a reportagem não trata da verdade. Completou que o tratamento à campeã, ainda que limitado, tem que ser bem articulado para que outras atletas não se sintam desmerecidas.

Só que Vivi Oda é de alto nível e não de base; se é de alta performance, precisa de um tratamento à altura, sim. Para equilibrar essa realidade, a Serel tem que garantir o ideal para as escolinhas, deixar os atletas de base satisfeitos e sem nenhuma marcação quanto ao expediente da campeã.

O assunto aqui é a agenda internacional de Vivi Oda diante das limitações de Osasco. Mas eis a fala do secretário de Esportes justificando isso: “Nós temos quinhentas atletas das duas ginásticas pra cuidar. Não é só a Vivi. Não podemos pensar só na Vivi, até porque nós pensamos sempre no coletivo.”

Portanto, Carmônio Bastos deixa claro que não há um planejamento direcionado a Vivi Oda, que a campeã é tratada como coletivo mesmo sendo de alto rendimento, e completa: “É lógico, podemos correr atrás de ajuda, de patrocínio… Eu acho que como ela é atleta de seleção, a Confederação Brasileira tem que ajudar…. Eu não posso focar todo recurso da secretaria pra uma única atleta.”

Além do Mundial de Moscou, Vivi tem o Pan e o Sul-americano.

A MATÉRIA QUE DEIXOU O SECRETÁRIO NA BRONCA

OSASCO: Vivi Oda é ginasta de alto rendimento mas o apoio é de baixo

Sobre o Autor

Marcio Silvio

Marcio Silvio

marciosilvio@qgnoticias.com

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