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18/06/2019
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 Rossi rompe com Rogério Lins se alia a Rubens Furlan e sai candidato a estadual

Edição: Nilson Martins

O ex-prefeito Francisco Rossi (PR) esteve no programa Ponto de Encontro da TV Osasco na última quarta-feira (18) e aproveitou para  fazer um desabafo sobre todos os acontecimentos políticos ocorridos desde 2016 quando sua esposa Ana Maria ( PR) se tornou a vice-prefeita do município. E, em sua análise os resultados até então, são considerados péssimos, após a união dele na campanha de Rogério Lins com a vitória e depois a prisão ao final de 2016. Comandado por Gurupy Martins, o programa durou uma hora e teve as participações dos jornalistas Nilson Martins, Adamastor Inácio, Renato Ferreira e Roberto Carlos.

Para Francisco Rossi, a situação se agravou após todos os acordos selados antes deixarem de ser cumpridos pelo prefeito. “Nosso acordo era nós indicarmos os secretários da Educação e Assistência Social e acabamos ficando somente com a Educação pelo qual a filha Ana Paula Rossi (PR) eleita vereadora assumiu a pasta”. Um pouco mais à frente assumiu a secretaria de Obras Claudio Monteiro.

Sobre sua decisão de assumir a pré-candidatura da filha para deputado estadual,  Rossi disse ter havido, naquele dia, uma conversa com Ana Paula. “Hoje de manhã a candidata seria a Ana Paula à deputada estadual mas ela disse que nesse quadro político que ela está vivenciando, com um grande número de candidatos que o prefeito Rogério Lins está lançando, as possibilidades dela são muito remotas. Uma pesquisa que nós fizemos em dezembro ela estava bem  eu acho que agora piorou, porque de lá pra cá, tinha realmente poucos pré-candidatos que seriam apoiados pelo prefeito, hoje piorou porque surgiram outros nomes e Ana Paula acha que a possibilidade dela se eleger, por não ser conhecida em Osasco ficou complicada. Isso contrariou aquilo que havíamos combinado com o prefeito e com a própria deputada federal Renata Abreu”, disse Rossi referindo-se uma dobrada estadual federal nas eleições. “Ana Paula combinou, e eu fui testemunha, que ela seria a candidata exclusiva do prefeito e que agora ele alega que houve um mal entendido e que  vai apoiar sim e que apoia todo candidato que ama a cidade. É tudo um jogo de palavras né”, critica o ex-prefeito Rossi que recomenda a qualquer pessoa da cidade  que deseja sair candidato que procure o Rogério Lins lá no seu gabinete que ele está prometendo que vai apoiar.

Para Francisco Rossi, Osasco corre um risco pois com mais de 600 mil eleitores pode não eleger nenhum candidato a deputado estadual, referindo-se à quantidade daqueles pré-candidatos que estão garantindo o apoio do prefeito. E nessa situação partiu da própria Ana Paula Rossi a indicação do pai: “Porque o senhor não sai candidato?”, disse a filha ao pai.

Para Rossi o prefeito está fora de sintonia não só com ele mas com a própria população de Osasco. “Na pesquisa que fizemos em dezembro, ela mostrou que ele teria que mudar o rumo de sua administração. Se tivesse hoje uma eleição para prefeito ele não teria a mínima condição de se eleger”, garantiu. Para Rossi, a espinha dorsal do PT continua na prefeitura e para Rossi a esposa Ana Maria, que é vice, é toda desprestigiada. “Minha filha Ana Paula deixou a secretaria da Educação e voltou pra Câmara de onde ele nunca deveria ter saído. O descumprimento de palavra não foi só comigo, foi com a população”. O ex-prefeito reclama que a comunidade tem cobrado muito ele e a filha pelas promessas de campanha, até então não cumpridas.

“Eu me propus ajudar Rogério no início do governo e ele não demonstrou o menor interesse. Quando ele foi preso a gente dobrava o joelho, orava, pedindo a Deus que desse a liberdade a ele e quarenta e oito horas antes ele foi solto, tomou posse e a gente ficou feliz. E derrepente, ouviu comentários que nós estávamos tentando ‘puxar o tapete’ dele; coisas próprias de um time fofoqueiro que só pensa em olhar no próprio umbigo; tem que olhar pra população – tem que olhar pra cidade”. Rossi considera que nunca foi consultado sobre qualquer situação. “Eu fui o primeiro a ser descartado. Eu jamais teria aceitado ser secretario municipal, porque eu tenho vida empresarial com a Radio Nova Difusora”.