QG Notícias | Base segura de informação e conteúdo

Raquel Dodge aperta o cinto e quer Aécio réu por corrupção e obstrução de Justiça

Raquel Dodge aperta o cinto e quer Aécio réu por corrupção e obstrução de Justiça
março 27
18:25 2018

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reforçou o pedido de abertura de ação penal, no Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Originada nas investigações da Operação Patmos, da Polícia Federal, a denúncia foi feita em 2 de junho de 2017 pelo antecessor de Raquel na Procuradoria-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, depois que o tucano foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, um dos donos da JBS e delator da Operação Lava Jato. Caso o STF aceite a denúncia, Aécio se tornará réu.

Alvo de oito inquéritos no STF à época da denúncia (um deles já arquivado), o tucano deixou a presidência do PSDB em decorrência das denúncias, levadas a público em 17 de maio pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O tucano nega que tenha cometido crime e diz que a conversa com Joesley se deu em caráter privado, a título de empréstimo para pagar sua defesa na Lava Jato. Por meio de nota divulgada logo após da acusação, a defesa do senador se disse “surpresa” e lamentou o “açodamento” da iniciativa do PGR.

O pedido de Raquel Dodge consta de manifestação anexada, nesta segunda-feira (26), a um dos inquéritos ativos contra Aécio no STF. No despacho, a procuradora-geral aponta em seu despacho que Aécio “empregou todos os seus esforços” para sabotar as investigações da Lava Jato.

Além de Aécio, sua irmã Andréa Neves e seu primo Frederico Pacheco (conhecido como Fred), além do assessor parlamentar do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) Mendherson Souza Lima, também constam da denúncia de Janot. Embora prestasse serviço no Senado para Perrela, antigo aliado do tucano, Mendherson foi apontado como operador do senador em atividades estranhas ao exercício do mandato. Andréia, Fred e Mendherson chegaram a ser presos e só respondem por corrupção. No despacho de junho do ano passado, Janot aproveitou para pedir abertura de outro inquérito contra Aécio, desta vez por suspeita de lavagem de dinheiro. (Congresso em Foco)

Sobre o Autor

Nilson Martins

Nilson Martins

nilsonmartins@qgnoticias.com