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18/06/2019
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Política

Quatro lideranças do “Centrão” nas mãos do Supremo


O julgamento ocorre no momento em que o Centrão promove uma queda de braço com Jair Bolsonaro


Lideranças do bloco parlamentar no Congresso conhecido como “Centrão” podem virar réus no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça (21). A segunda turma da Corte analisa uma denúncia de organização criminosa contra o PP, maior partido do grupo. A acusação, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito da Operação Lava Jato, tem como alvos os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Arthur Lira (PP-AL) e Eduardo da Fonte (PP-PE), além do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

O julgamento ocorre no momento em que o Centrão promove uma queda de braço com Jair Bolsonaro, impondo ao presidente uma série de derrotas no Congresso. O Planalto enfrenta resistências para alavancar a reforma da Previdência e a Medida Provisória 870, que permite a reorganização administrativa do governo.

O caso do “quadrilhão do PP”, como é conhecido, chegou ao STF em março de 2015. Os parlamentares envolvidos são acusados de participar de esquema de “cometimento de uma miríade de delitos” e arrecadação de propina por meio da utilização de diversos órgãos da administração pública, como a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades.

A organização criminosa teria sido estruturada a partir da eleição de 2002 do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No caso, Arthur Lira é acusado de receber vantagens indevidas por meio de doações eleitorais oficiais, em um total de R$ 2,6 milhões. Ciro Nogueira teria solicitado e recebeu da empreiteira UTC Engenharia um total de R$ 1,875 milhão.

Contra Aguinaldo Ribeiro a acusação é a de “ordenar a captação e o repasse da propina” decorrente de contratos relacionados à diretoria de abastecimento da Petrobrás, em um esquema que também teria beneficiado Eduardo da Fonte.

Os parlamentares negam as acusações e pedem a rejeição da denúncia. (Com Estadão Conteúdo)