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18/06/2019
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Presidente Del Nero é expulso do futebol e CBF manda nota tímida

Uma sexta-feira vergonhosa para o futebol brasileiro com o banimento de Marco Polo del Nero pelo Comitê de Ética da Fifa. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol já amargava 135 dias de suspensão, e para impedir o retorno dele ao poder da CBF a votação foi pela cassação sumária.

A Nota Oficial da Confederação é mesmo tímida quanto a isso. Em pouquíssimas palavras é dito sobre a decisão do Comitê de Ética e que a entidade, em cumprimento, tem agora o vice-presidente Antônio Carlos Nunes de Lima no comando.

Então é isso, Marco Polo del Nero não está apenas tomando castigo da Fifa, mas banido para sempre do paraíso do futebol. Ele sofre condenação por suborno, corrupção e propinas, entre outros artigos que o Conselho de Ética arrola.

Portanto, o futebol brasileiro tem os dois últimos presidentes fuzilados pela ética esportiva – o antecessor de Del Nero, José Maria Marín, está cumprindo pena.

Mas a sentença do presidente não fica só na expulsão implacável, já que Del Nero está condenado a pagar multa de R$3,5 milhões. Esse banimento é amplo, geral e irrestrito porque ele fica proibido de qualquer atividade ligada ao futebol.

Claro que como se trata de uma briga jurídica, cabe recurso e a defesa do presidente já está na batalha junto ao Comitê de Apelação de Fifa e, não tendo resultado nessa instância, a porta seguinte será a do Tribunal Arbitral do Esporte.

Lembrando que a CBF já tem presidente eleito para tomar posse em abril do ano que vem. Rogério Caboclo foi candidato único e apoiado por Del Nero. Até lá e como já divulgou a entidade, quem comanda o futebol brasileiro é o vice Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes.

Del Nero assumiu a CBF em 2014 e já no ano seguinte cairia na malha do FBI. Ele não sofre nenhuma denúncia no Brasil, mas nos EUA a caneta pesa sobre ele – denúncias de suborno para Copa América, Taça Libertadores e Copa do Brasil.

No final do ano passado ele foi suspenso por 90 dias, quando o Coronel Nunes assumiu a CBF interinamente; essa suspensão seria acrescida de 45 dias – prazo que termina hoje, justamente quando o Conselho de Ética bane Del Nero para evitar que ele retorne ao cargo.