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24/06/2019
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OSASCO: Vivi Oda é ginasta de alto rendimento mas o apoio é de baixo

Em 2024 ela estará nos Jogos Olímpicos. Basta isso para apresentar a espetacular Vivi Oda, 13 aninhos agora e com títulos pesando na galeria de troféus. Um talento na categoria juvenil e que a Confederação Brasileira trata como pedra preciosa.

Vivi Oda é de Guaratinguetá, onde mora e onde iniciou na ginástica rítmica com apenas 3 aninhos e sob os cuidados da professora Carol Nogueira. Já como infantil aos 10 anos, foi apresentada à Secretaria de Esportes de Osasco. Quem comandava a pasta é o agora vereador Tinha di Ferreira e que apostou no faro de talentos da professora Carol.

Mas a professora não estava só nessa aposta. Osasco não tinha ginástica rítmica na grade oficial mas tinha uma profissional da modalidade com qualificação internacional. Maria da Conceição integra o alto escalão da Confederação Brasileira e tornou-se grande parceira profissional da professora Carol – essa parceria firmou-se ainda mais com Vivi Oda.

Se Carol Nogueira queria a pupila com melhor amparo, Maria da Conceição queria a ginástica rítmica em Osasco. E foi assim que Guaratinguetá e Osasco deram-se as mãos. Por fim, diante dessas duas grandes profissionais e da performance da pequena Vivi, o secretário Tinha di Ferreira contratou a menina e abriu a modalidade para a cidade. Desde então, títulos sobre títulos com a bandeira de Osasco.

Beleza, até então só aplausos para Osasco por essa aposta e por continuar dando esse apoio. Acontece que Vivi agora está numa categoria bem mais forte, acontece que ela é hoje um dos destaques do Brasil, acontece que ela é da seleção brasileira e com 2019 apontando três competições internacionais; no mais, acontece que ela está na rota olímpica e precisa de um investimento à altura disso.

Osasco vai bancar? A cidade tem recursos (é uma das mais ricas do Brasil) mas não tem planejamento esportivo – o apoio que recebe, comparado ao alto rendimento que tem, é de nível amador. Por estrutura, nada a ver com o treinamento ou preparo técnico da menina, pois tem nas mãos duas excepcionais professoras, Carol Nogueira e Maria da Conceição; estrutura significa recursos materiais, cifras.

Se tem duas técnicas de ponta, Vivi precisa de um staff voltado para a temporada internacional – médico, fisio, psicólogo, nutricionista e outros profissionais que a modalidade exige e como acontece no padrão europeu.

A Secretaria de Esportes tem que se mobilizar por parcerias de apoio à temporada internacional de Vivi, sob o risco de perder a atleta – ela não pode ir para o Mundial da Rússia com o mesmo suporte com que disputa os Jogos Regionais. Sim, Vivi Oda é uma preciosidade da ginástica e objeto de desejo de cidades que podem bancá-la profissionalmente.

NOTINHAS
– “o apoio que recebe de Osasco, comparado ao alto rendimento, é de nível amador”: como já foi dito, todos os aplausos à cidade por garantir a ginasta até agora, só que Vivi precisa de muito mais para buscar os três pódios internacionais com o Brasil – além do Mundial tem Sul-americano e Pan-americano.
– ela forma a seleção com Maria Eduarda, a Duda, da Aginat de Rondônia, mais Mariana Vitória, da Agir do Paraná; tem ainda Ana Neiva, do Cassab do Distrito Federal.