Negacionista ante a ciência médica sobre elegibilidade no vôlei feminino, o Osasco consegue liminar na Justiça do Rio de Janeiro e mantém a trans Tifanny nas competições nacionais. No entanto, a CBV parte para o contra-ataque pela integridade da categoria e esse mata-mata jurídico promete.
A Confederação Brasileira de Vôlei foi pega de surpresa com ace cravado do Osasco, que resultou na liminar concedida na 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro e antecipando multa de R$5 mil por jogo em caso de descumprimento. A diretoria trabalhou ataque veloz na sexta-feira e a festejou vitória – mantém a trans.
Mas atenção porque a CBV foi pega de surpresa, perdeu esse round mas já está nos cascos para o segundo. A confederação acompanha os protocolos da Federação Internacional e do Comitê Olímpico Internacional, está profundamente amparada pelas normas esportiva e avisa:
“A CBV confirmou o cumprimento da decisão judicial que assegura a condição de jogo provisória para Tifanny na Supercopa e na Superliga, mas reforçou que adotará as medidas legais cabíveis para reverter a liminar e defender sua diretriz de elegibilidade.”
Aqui há dois alertas do contra-ataque jurídico: a) medidas legais para reverter a liminar, b) defesa da diretriz de elegibilidade. Ou seja, a CBV deixa claro que o ace de Osasco não é ponto final, que agora o jogo segue no mano a mano.
O magistrado do Rio de Janeiro atendeu a demanda do clube pelo direito de defesa (tutela provisória), nada a ver com o mérito da ciência esportiva que hoje é regra global. O Osasco não venceu um embate definitivo contra a CBV, ganhou apenas um respiro da Justiça, repetindo estratégia de fevereiro.
OSASCO NO STF
A ferramenta jurídica que Osasco lança mão agora é a mesma acionada em fevereiro para manter a trans – na ocasião, pela Copa do Brasil no Paraná. Lembrando, vereadores de Londrina que defendiam o vôlei essencialmente feminino, formaram escudo municipal de impedimento.
A diretoria do clube paulista usou a estratégia reprisada sexta-feira passada no Rio – na calada, acionou o Supremo Tribunal Federal e conseguiu liminar. No entanto, aqui vai um destaque – a CBV encabeçou essa briga osasquense, saiu em defesa da trans porque ainda não estava sob a regra global da elegibilidade.
Osasco teve a confederação como parceira de peso nessa demanda, agora a tem como dura oposição. E como já foi dito, a CBV não deve amaciar porque tem em jogo a própria moral administrativa e a credibilidade internacional.
CBV SOBERANA
Enquanto o Osasco insiste no negacionismo científico e em apelos sentimentais para justificar a trans, a CBV — que até onde pôde esteve ao lado do clube — agora precisa cumprir e impor o padrão internacional do vôlei feminino.
E defendendo a soberania enquanto regente da modalidade no país, a Confederação Brasileira reforça em nota que “apresentará os recursos cabíveis e adotará as medidas necessárias para a reversão da decisão.”
A SUPERLIGA / 1ª rodada
– sábado
Minas 3×2 Brusque
– hoje
18h30
Brasília x Osasco
Bauru x Mackenzie
21h Flamengo x Barueri
– amanhã
18h30 Fluminense x Maringá
21h Praia Clube x Pinheiros
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