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Óbitos no Regional Osasco já ultrapassa 60 mortes em 45 dias

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Óbitos no Regional Osasco já ultrapassa 60 mortes em 45 dias
fevereiro 15
20:01 2019
Vereadores e assessores reunidos com Dr. Carlos Buzo (Camisa rosa), médico demitido do Hospital

A crise nas quatro UTI do Hospital Regional de Osasco, continua. Desde janeiro deste ano, novas equipes estão no comando das quatro UTI do hospital, que é referência para 14 cidades da Grande São Paulo. De acordo com as recentes informações 20 médicos intensivistas já trabalhavam lá há anos, um deles com 25 anos, mas foram afastados para dar lugar a médicos residentes; aqueles que ainda estão em fase de aprendizagem que pela lógica seriam monitorados pelos experientes. O resultado é que nos primeiros 45 dias deste ano já morreram 60 pessoas. Um índice altíssimo se considerarmos os meses de novembro e dezembro de 2018 que somados dá 11 óbitos, uma diferença mais de 500% se comparado aos 45 dias.

O clima dentro do hospital é de indignação, a Organização Social responsável pelo comando dessa área do hospital é do Rio de Janeiro. Trata-se da Lagos Rios, que continua mantendo os residentes no Hospital. Na tarde desta sexta-feira (15), vereadores da Câmara de Osasco estiveram reunidos com um dos médicos demitidos e ele foi claro em afirmar que a situação por lá continua muito caótica. “São quatro UTI e nós trabalhávamos por plantão de 12 horas. São situações adversas. Um dos casos que chamou a atenção foi uma médica que enfartou e se recusou a ser internada na UTI e pediu para ser transferida para São Paulo”, afirmou Dr. Carlos Buzo, que trabalha, também, no Hospital das Clinicas.

Vereadores decidiram que irão até o secretário da Saúde do governo de São Paulo para cobrar explicações. Estavam presentes na reunião Lucia da Saúde, Ni da Pizzaria e Ricardo Silva. “Na terça-feira estaremos em São Paulo na Assembleia Legislativa e tentaremos uma audiência com Secretário Estadual da Saúde”, afirmou a vereadora Lucia que definiu ser essa uma macabra situação que tem que ser resolvida o mais rápido possível. “Nós vereadores estamos unidos para que a situação volte a ser normalizada no Hospital Regional de Osasco, que que há anos é referência na Grande São Paulo”, concluiu a vereadora. (Nilson Martins)

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Nilson Martins

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