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18/06/2019
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Política

O novo PSDB de Dória e a nova presidência nacional

PSDB realizou nesta sexta-feira, 31, a convenção nacional da legenda sem a presença de alguns caciques do partido, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o deputado federal Aécio Neves (MG). A convenção confirmou o ex-deputado Bruno Araújo (PE) como presidente nacional do PSDB, ampliando o controle do governador de São Paulo, João Doria, sobre sigla.

Presidente de honra do partido, FHC gravou um vídeo que será exibido no evento no qual defende o compromisso do PSDB com a democracia no País. “Ele tem 88 anos, não precisa justificar a presença”, comentou o senador Tasso Jereissati (CE).

Ao chegar à convenção, o atual presidente da sigla, Geraldo Alckmin, disse estar com sentimento de “dever cumprindo”. Segundo o ex-governador de São Paulo, o código de ética e as novas regras de compliance elaborados pela direção darão “total transparência na gestão partidária”.

O código de ética prevê a expulsão de políticos condenados criminalmente ou que tiverem cometido infidelidade partidária. O texto não atinge diretamente Aécio Neves, réu no Supremo Tribunal Federal, pois define que filiados que já respondem a investigações só serão punidos caso haja condenação.

Estamos vivendo em um momento de extremos, a extrema direita de um lado extremamente radicalizada, intransigente e intolerante e a mesma coisa na esquerda. E a grande maioria silenciosa dos brasileiros não está em nenhuma dessas extremidades”, disse o senador ao chegar para a convenção.

Comentando o posicionamento do PSDB em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro, o senador afirmou que a legenda tucana tem uma visão de economia “muito próxima” do ministro da Economia, Paulo Guedes, mas está “muito distante” do núcleo político do governo em termos ideológicos, comportamentais e sociais. (Conteúdo Exame)