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27/06/2019
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Nem sempre grana é tudo: Audax prova do GEO de 2013

Parte da torcida do Audax passou a vestir a camisa do time em 2016, quando o time de Osasco surpreendeu no Campeonato Paulista ao chegar à final contra o Santos. No entanto, uma coisa é a vitrine do sucesso, outra coisa é a história sem ajustes de fotoshop.

Estamos em setembro de 2013. O alto comando do Grêmio Esportivo Osasco segue à zona Sul de São Paulo para acerto final com o Grupo Casino, conglomerado francês que desde 2011 fazia a gestão do Grupo Pão de Açúcar.

O prefeito de Osasco era Jorge Lapas que seguiu acompanhado de Roberto Trapp, secretário de Esportes. Claro, o homem da vez era o então conselheiro-mor do Bradesco, o ponte-pretano Mário Teixeira. Três anos antes, 2010, ele passara a investir no GEO a partir de acertos com categorias de bases da Ponte Preta de Campinas.

O homem sempre gostou de futebol e experimentava esse envolvimento direto e reto com as quatro linhas. Gostou ainda mais e se aprofundou no mercado, alinhando a isso a larga visão como banqueiro de alto sucesso.

Na mesa de negociações com o Casino, o dono do GEO fecha a compra ao peso de R$30 milhões. Mário Teixeira levava o Audax de São Paulo e com ascensão recente à elite do Paulistão, mais o Audax do Rio de Janeiro. Com esse investimento ele marcava um corte tipo bisturi na história do futebol porque colocava Osasco de cara na elite do Paulistão; em contrapartida, rebaixava o GEO à segunda classe, pior ainda para o Osasco Futebol Clube como fundo de panela.

O Audax era a notícia da vez e foi transportado para Osasco com toda pompa e requinte de time grande. Chegamos em 2014 e o novo time debuta na elite do Paulistão mas não passa à 2ª fase; na temporada seguinte faz um campeonato mais forte, só que também morre na praia da fase de grupos. Por fim, chega 2016 e o Audax surpreende o futebol paulista ao chegar à final.

Essa é parte gostosa da história e responsável por arrebanhar torcedores aos montes para as arquibancadas do Rochdalão. Mas depois disso vem a ressaca e o caminho de contramão: em 2017 o rico Audax apanha feio e cai para a Série A2; em 2018 toma surra ainda pior e desaba para a Série A3.

E por ironia do futebol, agora o endinheirado Audax dá de cara com aquele Grêmio Esportivo Osasco que anos atrás fora preterido da diretoria. Quando da compra do clube em 2013, personalidades históricas do futebol osasquense protestavam dizendo que o justo seria investir no GEO que vinha com um trabalho forte por anos.

Bem, agora o Audax divide o mesmo teto do futebol paulista que o Grêmio Osasco que já não é aquele mesmo GEO. Ao menos é o que está sendo divulgado – que um grupo de empresários comprou o time para mantê-lo na Série A3.

É o que se ouve, pois de informação concreta não há nada ainda – apresentação oficial do time, da diretoria, da comissão técnica e tampouco nenhum pio por parte da prefeitura de Osasco, diretamente envolvida no futebol profissional.

Por fim, essa história coloca a direção do Audax naquele ponto em que estava o GEO em 2013. Verdade que a cartolagem se beneficia da fama e da grana, mas o fato é que agora ela bebe da mesma taça que o Grêmio Osasco.

Caso o milionário Mário Teixeira tivesse investido no GEO para um trabalho pensando e com paciência, possivelmente ele teria hoje um time estável na elite paulista. Mas o caminho escolhido foi o atalho e o preço está aí – começando de onde deveria, de baixo.