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MÚSICA DA HORA: a patente letal e João Bosco de frente pro crime

 Extra!
MÚSICA DA HORA: a patente letal e João Bosco de frente pro crime
fevereiro 25
16:09 2018

O índice da violência global tem tudo a ver com essa patente da morte que fez nascer o revólver, arma individual e que espalha sangue desde que assinada naquele 25 de fevereiro de 1836. E o que isso tem a ver com João Bosco?

Samuel Colt assina a patente sim, mas arma de fogo já era uma realidade. Acontece que ele inventou essa, pequena e para uso pessoal, absolutamente revolucionária.

A tecnologia avança mas o conceito Colt é a base que segue reinando no topo do mercado. Ainda sobre os primeiros anos dessa arma, uma verdadeira febre de atiradores tomou conta.

Os chamados então revolveiros foram aqueles que se destacavam nessa habilidade e competições eram organizadas – tanto no saque mais rápido quanto nos tiros em alvos em movimento.

O americano Samuel Colt nasceu em julho de 1814 em Hartffod, Connecticut, falecendo em janeiro de 1862. Industrial, fundou a Colt´s Patente Fire-Arms Manufacrtuing Company para produção em massa do revólver. Sim, quando ele morreu estava entre os dez mais ricos dos Estados Unidos.João Bosco de frente pro crime

E lá nos EUA correu forte o slogam que permance: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, Samuel Colt os tornou iguais”. Dá para entender bem o que isso diz, não é? Aliás, como a história conta a morte do presidente Lincoln?

Colt era marinheiro e observou bem os tiros de canhão e a reposição do projeto – até então só havia disparos por recarga. Então ele ficou rascunhando a ideia da repetição até que projetou o Colt 45, primeira patente na Inglaterra.

O que ele fez? Todo aquele trabalho de recarga de canhão que vira enquanto marinheiro, reduziu a um tambor giratório em tamanho manual e para tiros em repetição.

Mas é bom dizer que o primeiro empreendimento de Colt nesse ramo, a Patent Arms Company, faliu em 1842. Foi o início dele no mercado. No mesmo ano ele fundou a Patent Arms Manufacturing e teve o gancho espetacular com a guerra do México quatro anos depois, já que os revólveres foram ao campo de batalha. A partir daí, só alegria para ele.

Guerra à parte, arma portátil segue firme e forte com tiros por toda parte, nos grandes centros, nas ruas e nos becos. Especificamente sobre essa escalada no Brasil, a canção de João Bosco trata com uma particularidade incrível a rotina da violência.

Composição de 1973 (com Aldir Blanc), ‘De frente pro crime’ é uma poesia mórbida, como o nome sugere. Natural da mineira Ponte Nova, o cantor fotograva na letra uma cena trágica e envolvendo vários personagens, todos indiferentes a um assassinato.

Depois de ver camelô faturando, baianas vendendo pastel e um bom churrasco de gato, discurso pra vereador, santo na porta-bandeira… então ele fecha a janela de frente pro crime.

 

 

 

 

DE FRENTE PRO CRIME

 

João Bosco de frente pro crime

 

– João Bosco, – 1973
– composição de João Bosco com Aldir Blanc

Ta lá o corpo estendido no chão
Em vez de rosto uma foto de um gol
Em vez de reza uma praga de alguém
E um silêncio servindo de amém

Pôxa cara, tô ligado no seu drama
Com a a cara nessa lama teve medo de morrer
de viver, de sofrer, de nem ter o que comer
Ninguém liga pra você
Ninguém liga nem nunca ligou

O bar mais perto depressa lotou
Malandro junto com trabalhador
Um homem subiu na mesa de um bar
E fez discurso pra vereador

É, ninguém liga pra você nem nunca ligou
Hoje sobra tanta indiferença, indignação
Falta luz, falta governo, falta educação
Tanto que com o preconceito em alta
Só não sentem a tua falta, meu irmão!

Veio camelô vender anel, cordão, perfume barato
E baiana pra fazer pastel e um bom churrasco de gato
Quatro horas da manhã baixou o santo na porta-bandeira
E a moçada resolveu parar e então
Ta lá o corpo estendido no chão

Quem sabe agora você pode descansar,
Se livrar da injustiça
Desse medo dos bandido
Medo da polícia
Maldita cena projetada na janela
TV de todo dia, gente pobre é sempre réu
O que te resta é um pouco dessa lua
Refletida na sarjeta, teu pedaço lá do céu

Sem pressa foi cada um pro seu lado
Pensando numa mulher ou num time
Olhei o corpo no chão e fechei
Minha janela de frente pro crime

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Sobre o Autor

Marcio Silvio

Marcio Silvio

marciosilvio@qgnoticias.com

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