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MÚSICA DA HORA: o simbolismo do papel com Anavitória

 Extra!
MÚSICA DA HORA: o simbolismo do papel com Anavitória
março 11
17:55 2018

A música no papel, assim como projetos, lágrimas em textos, desenhos, obras, segredos, documentos, sentenças, aprovações, dinheiro… A lista cresce conforme a humanidade avança no tempo.

Desde que surgiu, o papel é mesmo uma ferramenta social. Para deixar pegadas na história a humanidade remota registrou eventos em casca de tartarugas, paredes de cavernas, pedras, ossos e folhas de algumas plantas…

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O conhecimento avança e então chega o revolucionário tablete de barro cozido, tecidos, papiros, pergaminhos. Tudo isso antes da apoteose do rei papel.A música de Anavitória

O papel registra que neste de 11 de março, lá em 105 a.C, Cai Luan apresentou oficialmente o produto que mudaria de vez a forma de o mundo se registrar.

Período da dinastia Han, aquele chinês usou fibras de vegetais e outros elementos rústicos, tudo cozido tipo alquimia e depois manuseado feito massa de pão até formar um segmento pastoso.

Bem, muita coisa era preciso nessa receita para chegar ao produto final, mas o fato é que Can Luan conseguiu e foi apresentar o papel ao imperador Han.

 

O papel de todos os papeis

Depois disso o papel entrou na sociedade para tornar-se uma ferramenta existencial.  O papel faz parte da vida e a vida está no papel.

Aliás, essa relação ganha níveis de excelência quando o papel deixa ser um elemento de manuseio para se tornar emblemático. Sim, ainda que com um serviço de tamanha grandeza o papel é frágil, entrando na experiência da vida simbolizando relações e vaidades.

Coração de papel, por exemplo, é uma analogia usada desde sempre representando alguém com os sentimentos pisados; e que tal a também antiquíssima cena de um barquinho de papel?

Portanto, a vida está muito bem expressa no papel seja no formato utilitário, seja no simbolismo. Tanto que ouvimos sobre o papel da política, o papel da sociedade, o papel da imprensa, o papel das religiões, o papel de cada um na vida…

 

O papel na canção de Anavitória

Nome composto e unificado, Anavitória é Ana Clara com Vitória Fernandes, jovens que fogem ao modismo das músicas de pancadão que hoje misturam sertanejo com forró e funk.

Elas mandam um tipo de folk, músicas calmas e bem trabalhadas nas vozes que em 2015 entraram de mansinho no mercado. Ana Clara é natural de Goiânia e Vitória é de Araguaína, Tocantins.

O nome da dupla também inova pela unificação. O empresário Felipe Simas sabia que Ana & Vitória seria mais uma marca de dupla sertaneja e, portanto, para fugir disso bolou o Anavitória.

Na música que segue, Ana está ao violão e a letra traz o papel como importante elemento do relacionamento. O papel acompanha a evolução na história mas os registros são capítulos repetidos; o roteiro do drama humano é o mesmo século a século, mudando-se apenas os atores nesse papel.

 

 

Barquinho de Papel

Quando eu te deixar
Vou levar papel em branco
Espalhar por cada canto um barco de papel

Sei
Que o amor é fácil de afogar
E se você tem um barco
Maior chance de se salvar

Mas, ora
Você partiu antes de mim
Nem me deixou barco frágil
Pr’eu me salvar do naufrágio
Que foi te dar meu coração

Por isso canto todo poema em ode sua
E recorto em dobraduras
Mais um barco de papel
Para mim

Não sinto tua falta
Não sinto a falta do teu cheiro
De perfume importado
Que exportou de mim

Não sinto falta do teu erre puxado
Nem do teu beijo com gosto de dente
Que morde coração envenenado

Não sinto tua falta
Não sinto, nem lembro de você
Nem da tua respiração ofegante

Não sinto falta, eu sinto ânsia
Distância
Do teu signo-preto
Do teu silêncio, o grito

Sinto ânsia
E a provoco
Enfio os meus dez dedos na garganta
Pra ver se vomito teu ser
Da minha alma

Quando eu te deixar
Vou levar papel em branco
Espalhar por cada canto um barco de papel

Eu tô perdida num mar de ondas suas
E remo sem destino esse barco de papel

Mas, ora
Você partiu antes de mim
Nem me deixou barco frágil
Pr’eu me salvar do naufrágio
Que foi te dar meu coração

Por isso canto todo poema em ode sua
E recorto em dobraduras
Mais um barco de papel
Para nós

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Sobre o Autor

Marcio Silvio

Marcio Silvio

marciosilvio@qgnoticias.com

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