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17/07/2019
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MÚSICA DA HORA: paulistas numa guerra solitária, mas paulistas até a morte

Lutar contra o governo foi uma decisão na contramão do mito Davi x Golias. O gigante federal passou o trator sobre o levante paulista. naturalmente, já que tinha nas mãos todo poder. A história da Revolução Constitucionalista de 1932 pode ser resumida assim, de uma força anã contra um gigante nada adormecido.

São Paulo tinha apoio de outros governos estaduais no levante mas acabou ficando na solitária. Aos poucos os valentes de Sampa foram sucumbindo por falta de equipamentos básicos para a guerra – mesmo com dinheiro não era possível comprar armamentos porque todos os portos estavam bloqueados.

Certo, ainda que levando tiros de todos os lados, eis os paulistas mostrando muita criatividade além do sangue vertido. Um brincalhão chamado Otávio Teixeira Mendes, por exemplo, criou a Matraca – uma engenhoca que reproduzia o feroz som da metralhadora.

Sim, os federais ouviam o som do perigo e recuavam. A história conta que por cerca de 20 dias os paulistas conseguiram defender uma importante posição apenas com essa brincadeira e sem nenhum tiro real.

Na época, locomotiva era coisa de cinema e os paulistas viram nos trilhos uma outra gozação – numa ação noturna e com o trem em velocidade total, luzes acesas e soldados em grito de guerra, São Paulo botava muito desespero sobre as forças do governo porque muitos ainda não tinham visto uma máquina daquela. O pavor tomava conta e a dispersão era sinistra.

Há outras histórias espetaculares sobre os heróis de Sampa. Claro, os cantores não deixaram isso fora dos discos. Enquanto estavam nas trincheiras constitucionalistas os soldados paulistanos seriam temas de Paris Belfort, Hino ao Soldado Constitucionalista de 32, Washington Luiz, O passo do soldado, Hymno Paulista, Vencer ou morrer, Para a frente, paulistas!, Hino a São Paulo, Ser paulista, São Paulo grande e forte, São Paulo invicto.

Aqui segue o Hino Constitucionalista, autoria de Marcelo Tupinambá e na voz da celebridade Francisco Alves. A composição é do próprio ano do levante paulista e também gravada ao rugir das metralhadoras.