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MÚSICA DA HORA: dia de combate ao alcoolismo e o trágico ‘O ébrio’

 Extra!
MÚSICA DA HORA: dia de combate ao alcoolismo e o trágico ‘O ébrio’
fevereiro 18
17:16 2018

Associada ao prazer, ao estilo de vida etc, a bebida alcoólica evolui para um perigo mortal quando protagoniza alto índice de óbitos por câncer. Mas até atingir esse ponto, o sofrimento que causa é irreparável e envolvendo toda família do dependente.

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo e o Instituto Nacional do Câncer lista oito tipos causados pela bebida: câncer de boca e orofaringite, de faringe, de laringe, de esôfago, de fígado, colorretal, de mama e de pâncreas. No entanto, ainda não há exatidão sobre como a doença explode e qual a relação, já que depende de organismo para organismo.

 

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Durante toda semana as entidades ligadas ao tema promovem eventos de alerta, de orientação e de ajuda. E os números de alcoólatras vem crescendo, especialmente entre os jovens. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20 por cento dos brasileiros consomem bebida alcoólica em excesso.

A batalha é tensa porque há fortíssimo apelo na mídia, nas músicas e no jogo erótico. O batidão do funk dispensa comentários sobre isso, mas os hits do sertanejo moderno e também do forró moderno usam e abusam do tema. Mas isso não tem a ver apenas com essa geração de músicas de consumo, pois os mais antigos bailavam Tonico e Tinoco com o ‘Pinga ni Mim’.

O Brasil contempla uma hipocrisia de proibição de vendas de bebida alcoólica a menores de idade, enquanto a produção de mídia com apelos à essa faixa etária é massacrante. Copinho na mão, cigarro na outra e, claro, logo mais isso dá lugar a outros babados.

Fechando, confira o trecho de um apelo na música ‘Conselho de Amigo’, na voz da dupla João Carreiro e Capataz: “Vem com nós pro buteco, vem tomá pinga, enchê o caneco… Fica sofrendo pro causa dela não, mete o pé na costela dela e mete pinga na guela…”

Não fica nisso, pois no hit ‘Butecologia’ tem essa preciosidade: “Meu pai paga faculdade, tá querendo me formar, veterinária, agronomia, eu não sei o que estudar, tanto tempo na facu e o meu melhor resultado foi só butecologia que eu fui aprovado..”

Repetindo, a geração de agora não é vilã inédita nesse assunto. Em 1936 o Brasil todo se emocionou e cantou ‘O ébrio’, sucesso que explodiu na voz de Vicente Celestino. Numa letra poética e trágica, ele canta o abandono de uma ingrata, amigos falsos e uma família de traidores. Por fim, dá-lhe bebida para esquecer essa vida e ficar à espera da cova.

A música também virou teatro e filme. Na tela, a direção foi Gilda de Abreu, justamente esposa do astro que estrela a produção de 1946. Vicente Celestino é Antônio Vicente Filipe Celestino, carioca de setembro de 1894 e que faleceu em agosto de 1968, em São Paulo. De fato, um dos maiores astros brasileiros do século passado. Tocava violão e piano, um grande tenor e também compositor. Ele era chamado de ‘A voz orgulho do Brasil’.

O vídeo que segue e que expõe a degradação humana por conta da bebida, é trecho do filme já citado e que leva o nome da canção que o inspirou, ‘O ébrio’.

Nesse Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, um domingo para pensar um pouco em quantas vidas estão indo para o gargalo, destruindo lares e até ceifando quem não tem nada a ver com o álcool – quando quem bebe mas insiste que está bem, assume o volante e causa acidentes fatais nas estradas.

 

 

 

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Sobre o Autor

Marcio Silvio

Marcio Silvio

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