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MÚSICA DA HORA: dia contra a intolerância no punk dos Inocentes

 Extra!
MÚSICA DA HORA: dia contra a intolerância no punk dos Inocentes
janeiro 21
18:33 2018

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é comemorado hoje e em homenagem à tradição africana representada na yalorixá Mãe Gilda. A baiana foi duramente perseguida com todo tipo de acusações até que um infarto a levou em 2000.

Sete anos depois e após longa batalha de ativistas é que o então presidente Luis Inácio da Silva assinou 21 de janeiro como marco contra a intolerância.

Agressões verbais evoluem para agressões físicas, praguejamentos coletivos transformam-se em vandalismos e em ataques a locais de cultos. As religiões de origem africanas são as que mais reclamam da opressão.

Mãe Gilda é Gildásia dos Santos, também conhecida como Mãe Gilda de Ogum, linhagem do candomblé com sede em Lagoa do Abaeté em Itapuã, Salvador.

Iniciou na religião em 1976 e em 1988 fundou o Terreiro de Oya, já como yalorixá. O Axé Abassá de Ogum ganhou projeção pelo ativismo social da líder religiosa. Após o falecimento em 21 de janeiro de 2000, a filha Jaciara segue a linhagem. Na ocasião, o Terreiro de Candomblé sofria duros ataques de evangélicos, tanto que a filha de Mãe Gilda entrou com ação por danos morais.

Na capital da Bahia, um busto da religiosa é hoje um sinal permanente contra a intolerância. Foi entregue em novembro de 2014, sendo que dois anos depois seria alvo de vandalismo.

A Música da Hora reverencia este 21 de janeiro com um som além dos terreiros afros e também dos palcos cristãos, com um som pesado e que trata dessa realidade lamentável que é a intolerância.

A banda Inocentes vem desde 1981 e Intolerância é um dos grandes sucessos nessa estrada que vai para quatro décadas. Um detalhe dos Inocentes (entre tantas histórias) é que o terceiro álbum lançado em 1989, foi produzido por Roberto Frejat, do Barão Vermelho e quando o rock nacional vivia um grande momento. Os nomes que dão marca aos Inocentes são Clemente Tadeu, Ronaldo Passos, Nonô e Anselmo Monstro.

 

 

INTOLERÂNCIA
– Inocentes

Qual sua cor?
Qual sua religião?
Qual a sua ideologia?
Qual a sua nação?
Qual seu nome?
De onde você vem?
Sua classe social?
Quanto dinheiro tem?
Será que isso importa?
Eu quero uma resposta!
Enquanto isso
Neonazis de armas na mão
Espancam e humilham
Um pobre cidadão

Intolerância
Não, não

Não ao racismo
E a discriminação
Não à miséria e a fome
Falsa libertação
Não ao Neonazismo
E a ignorância
Não à desgraça coletiva
Não à intolerância

Cruzes queimam no seu jardim
A Guerra Santa já começou
Estrangeiros mortos em Berlim
Nova York, Paris, Londres e Moscou
É a solução final
Conflito racial
Entenda isso se for capaz
É na diferença que nós somos iguais

Intolerância
Não, não

Será que é necessário que nos matemos?
Não utilizamos a inteligência que temos
Voltados uns contra os outros
Mate o seu próprio povo
E aí o sistema
Te vence de novo
Não seja um pilantra
Patife,canalha
Não deseje o mal
Não mande o seu filho pra vala
Não destrua o futuro
Pensando em vingança
Genocídio ou suicídio
É intolerância!

Intolerância
Não, não

 

 

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Sobre o Autor

Marcio Silvio

Marcio Silvio

marciosilvio@qgnoticias.com

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