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20/05/2019
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Munição da PF liga execução no Rio à chacina de Osasco em 2015

Munição usada no Rio é mesma de Osasco

A munição usada na execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Ânderson Pedro Gomes, anteontem no Rio de Janeiro, é do mesmo lote que identifica os projéteis da maior chacina em São Paulo três anos atrás.

Em agosto de 2015, um grupo de extermínio agiu em Osasco e em Barueri e o saldo foi de 17 mortos. A perícia identificou os projéteis a um mesmo lote vendido à Polícia Federal de Brasília mais de dez anos atrás.

 

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Na execução de anteontem os bandidos usaram pistola calibre 9mm cuja munição é daquele mesmo grupo da PF, o lote UZZ-18 e comprado em dezembro de 2006 da Companhia Brasileira de Cartuchos.

A munição foi direcionada para a Polícia Militar e Exército. Essa ligação com a chacina de Osasco abre uma nova linha de investigação da Polícia Civil e Polícia Federal.

No ataque terrorista que matou a vereadora e o motorista, os bandidos usaram um Cobalt clonado, placas de Nova Iguaçu. A ação foi uma operação de extermínio.

 

Munição em uso desde 2006

Marielle participava de um debate na Casa das Pretas, centro do Rio. Segundo a polícia, o Cobalt estava estacionado no local à espera.

Quando ela saiu e entrou no carro acompanhada pela assessora, aquele veículo também deu partida. Na emboscada foram 13 disparos – a assessora de Marielle não foi atingida.

A ocorrência na rua Joaquim Palhares, Estácio, região central do Rio, deu-se por volta das 21h30 de quarta-feira. A vereadora estava no banco de trás e quem atirou sabia muito bem do alvo.

 

Em 2015

A chacina na região paulista repercutiu mundialmente e com vídeo explodindo nas redes sociais. Agora o País volta ao noticiário internacional por conta dessa execução bárbara no Rio.

Os projéteis que ligam-se àqueles usados em Osasco e em Barueri são apenas um elemento a mais nas investigações, já que a Polícia Federal não tem controle sobre a distribuição individual das munições.

O máximo que o rastreamento pode apontar é sobre quais instituições receberam do lote citado. Mas para nisso porque não tem como avançar para a distribuição individual.

Lembrando que o lote UZZ-18 está em uso desde há 12 anos. Portanto, identificar agente por agente ao longo desse período é mesmo um trabalho extenuante e ainda sem linha de procedimento.

 

O que a PF pode fazer com o rastreamento?

O primeiro passo da PF é levantar como a munição desse lote foi usada no crime de anteontem. Sendo parte da mesma compra e distribuição da usada na chacina de Osasco, isso até poderia esclarecer ainda mais sobre o extermínio de 2015.

Quatro policiais militares e um guarda civil já foram julgados e condenados por 17 mortes. Em setembro passado o PM da Rota Fabrício Eleutério recebeu 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão; o  PM Thiago Henklain cumpre pena de 247 anos, 7 meses e 10 dias; já o guarda municipal Sérgio Manhanhã tem condenação de 100 anos e 10 meses.

O ultimo julgado recentemente foi o PM Victor Cristilder Silva dos Santos, recebendo 119 anos, 4 meses e 4 dias de prisão. No extermínio, três pessoas foram mortas em Barueri e 14 em Osasco.

 

Polícia Civil do Rio coloca o país em xeque

A perícia da Polícia Civil é que identificou a munição do extermínio de anteontem com a chacina de Osasco, laudo que coloca a Polícia Federal em apuros.

Sim, é que diante disso o governo terá que achar uma explicação sobre como é possível esse mercado negro nos porões da segurança nacional.

Se a PF compra munição e se há desvios para a rota do crime organizado, então o país deve mesmo se virar para desvendar esses corredores que alimentam mercenários.

 

Munição usada no Rio é mesma de Osasco

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