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27/06/2019
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Monstrona Fabi se aposenta e vôlei fecha uma página

Ela queria muito o título porque estava se despedindo das quadras. Mas não deu para o Sesc Rio da líbero Fabi e ela fecha história no vôlei com o vice-campeonato brasileiro. No entanto, quantos títulos tem essa grande jogadora em duas décadas de defesas espetaculares?

Verdadeira monstrona seja nas quadras nacionais ou pela seleção brasileira, Fabi deixa as digitais no vôlei. Só de Rio de Janeiro foram 13 temporadas. Ela despede-se como campeã olímpica em Pequim 2008 e bicampeã em Londres 2012.

E olhando para a camisa amarela, Fabi manda aquele salve para a colega Jaqueline, ponteira nato e que agora parte como líbero na nova seleção do técnico José Roberto Guimarães.

Em maio tem a Liga das Nações e Jaque estreia na função que consagrou Fabi: “A Jaque é uma jogadora completa, que sempre teve um papel fundamental no fundo de quadra. Aprendi muito com ela e desejo muita sorte nessa nova fase”. Lembrando, a líbero aposentou-se da seleção em 2014.

Fabi tem 38 anos, iniciou nas bases do Flamengo, passou por Vasco e Macaé até iniciar a duradoura e vitoriosa carreira sob comando do técnico Bernardinho. E agora ela parte como comentarista de tevê.

Sobre a grandiosidade de Fabi, o técnico José Roberto Guimarães disse que se ela quisesse ainda estaria na seleção. Portanto, sem discussões quanto a isso. No mais, desde que a líbero aposentou-se do Brasil que o treinador vem se debatendo para cobrir a posição.

A opção mais segura seria Camila Brait mas a líbero de Osasco diz não após ter sido cortada da Olimpíada do Rio. A líbero anunciou aposentadoria logo após o corte, depois ausentou-se do vôlei para ser mamãe e retornou em fevereiro ao time de Osasco.

Com Brait fora de jogo o treinador teria Léia, só que a jogadora pediu dispensa alegando problemas particulares, claro; quem aparece bem na fita é Suelen, 32kg mais enxuta após cirurgia bariátrica e que termina como melhor líbero da Superliga.

 

A gigante Fabi

Quanto vôlei cabe nessa jogadora de 1,69m? A líbero Fabi é Fabiana Alvim de Oliveira e que também atende por Fabizinha é carioca da gema e encarna como direito autoral toda paixão do Rio nos 13 anos de camisa.

A história dela é bem parelha a todas jogadoras, com o primeiro contato com o vôlei no período escolar. Ela estava com 13 anos então. Depois de uma competição estudantil, passou a treinar nas categorias de base.

Sem altura para encarar a rede, foi se aprimorando na defesa. A função de líbero surgiu em 1998 e isso foi o abre-alas para ela. Tanto que três anos depois já estava na seleção brasileira.

Para o vôlei paulista, Fabi é mesmo uma eterna rival; especificamente para Osasco, ela encarna brutalmente esse pega titã contra o Rio. E quanto ao Brasil, um nome que se eterniza como melhor líbero da história.