Mais cacau no chocolate, discussão que está em andamento no Senado para aumentar a taxa do composto, ação que promete aproximar o produto aos melhores do mundo.
O Brasil é o sexto maior produtor de cacau e tem marcas premiadas. Agora podendo chegar ao mínimo de 35% do composto, aumentará competividade com EUA e Europa. No mais, o aumento da produção nacional deverá impactar positivamente no preço final ao consumidor a médio prazo.
| CRITÉRIO | ATUAL | PROJETO | IMPORTADOS |
| cacau | 25-30% | 35% | 40-70% |
| sabor | doce-oleoso | mais denso, menos doce | complexo |
| preço | acessível, variável | alta moderada | alto |
| rótulo | limitado | obrigatório | consolidado |
| qualidade | emergente | em ascensão | alta |
Caso o projeto de mínimo 35% passe, o consumidor verá as indicações nos rótulos. O ponto positivo para que o aumento da produção de cacau reduza o preço final a médio prazo é que o Brasil pode ampliar a produção de forma sustentável.
O que isso quer dizer? Que o cacau brasileiro atende as exigências internacionais de rastreabilidade e com menor impacto ambiental. A continha é elementar – reforçando a produção nacional e já estando entre os maiores da balança comercial, o Brasil projeta estabilidade no mercado interno enquanto reduz a importação. Sobre a produção nacional, ano passado foram mais de 800 mil toneladas.
Resumindo, com mais cacau no chocolate o consumidor notará menos doce e paladar mais intenso. Outro detalhe é que a nova lei acaba com as categorias amargo e meio amargo, já que o mínimo 35% padronizará tudo.
No mais, qualquer produto com porcentagem abaixo não será considerado chocolate mas como achocolatado ou como sabor chocolate.
