15.1 C
Osasco
18/06/2019
QG Notícias | Base segura de informação e conteúdo
Esporte Home

Iniciando em Osasco e hoje treinando nos EUA: a luta de Philipe Ximenes

Ele tinha 12 anos quando encarou o jiu-jítsu em Osasco. A partir de então o kimono transformava-se numa armadura para o garoto Philipe Ximenes, crescendo na vida e nos pódios.

Hoje ele está realizando um sonho que o manteve determinado por longos anos. Ximenes vive no Arizona e treinando numa equipe fortíssima do jiu-jítsu mundial, a Fighter AZ.

Ele tem como parceiro um dragão da arte suave, Augusto Tanquinho; Ismael Aoki, Fabiano Cyclone e Allan Di Lucia são outras referências nesse tatame poderoso onde ele batalha nos EUA. E para completar, Ximenes tem nos treinos diários o irmão Thiago, todos competidores, todos lutadores de alto rendimento.

Mas a caminhada até chegar lá foi tensa. Primeiramente, tinha a responsabilidade de buscar resultados. E o primeiro grande momento deu-se dois anos atrás com o vice-campeonato mundial.

No ano passado ele repetiu a medalha de prata, mas no Pan-americano. Portanto, duas temporadas de pódios importantíssimos na carreira de Ximenes. Competindo nos Estados Unidos, ele sabia que precisava marcar território porque o sonho era estabelecer-se ali para evoluir tecnicamente.

O primeiro mestre de Ximenes foi Giva Santana. Logo percebeu que o moleque era durão, persistente e ratinho de tatame – porque treinava direto e reto. Sem medo de nada e pensando apenas no crescimento como lutador, o garoto foi arrasando nos campeonatos mas não sem problemas.

Com os anos e sempre na batalha, claro que lesões são inevitáveis e, um dia, Ximenes sentiu o baque quando passou do extremo. Apavorado, ficou ainda mais tenso ao ouvir recomendação médica: abandone o kimono.

 

Lutando contra si mesmo

Para Ximenes, parar de lutar seria parar de respirar. Ele sabia que não podia pendurar o kimono e foi conversando sobre isso até que decidiu pela maior batalha até então – contra si mesmo.

Era preciso vencer as lesões, era preciso reorganizar o corpo, era preciso se disciplinar além do limite para manter vivo o sonho de crescer no jiu-jítsu.

E foi assim que ele surpreendeu treino a treino e, por fim, chegando à prata do Mundial e à prata do Pan-americano. No mais, agora realiza o sonho de estar treinando num tatame que o coloca na vitrine da arte suave mundial.

Philipe Ximenes quer continuar por lá, para manter o alto nível nos treinos porque está em busca do título mundial.