O clã Bolsonaro está sob lupa da Procuradoria-Geral da República que tem cinco dias para retornar solicitação do Supremo Tribunal Federal – se inclui o preso Jair Bolsonaro e o filho senador no inquérito que corre contra o filho ex-deputado.
Eduardo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos em março do ano passado – deixou o cargo na Câmara dos Deputados e encabeçou intensa campanha contra o STF, inclusive sugerindo intervenção americana no Judiciário brasileiro.
Lindberg Farias é deputado federal/PT no Rio de Janeiro e assinou pedido protocolado no STF. A principal suspeita do parlamentar: que Eduardo Bolsonaro tenha sido financiado através dos recursos destinados ao filme sobre a vida do pai.
Avançando nas suspeitas, o deputado pede investigações sobre a militância nos EUA – campanha contra o STF, campanha por sanções contra o Brasil que gerou restrições de vistos e tarifaços.
Resumindo, há suspeitas de lavagem de dinheiro, financiamento eleitoral irregular, propaganda eleitoral dissimulada, caixa paralelo, organização criminosa, coação no curso do processo e atentado à soberania nacional.
Após reportagem do portal The Intercept Brasil com áudio do senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro preso Daniel Vorcaro, o cerco pesa sobre o clã quanto aos R$143 milhões pedidos. O senador está nos EUA onde se reuniu com o presidente Trump.
À parte toda jogada política do momento, os cinco dias dados pelo ministro Alexandre de Moraes estão em contagem- se a PGR retornar ao STF validando a inclusão, então o clã Bolsonaro terá muito com que se preocupar, especialmente o senador que tem candidatura presidencial já bem estremecida.
