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Exército passa a treinar e a equipar Polícia Militar de todos estados

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Exército passa a treinar e a equipar Polícia Militar de todos estados
maio 02
14:11 2018

As Forças Armadas não fazem papel de polícia mas a Constituição prevê operações de emergência como a intervenção federal no Rio de Janeiro, com o Exército nas ruas contra o crime organizado.

Agora os laços estreitam-se mais nesta quarta-feira, com o governo assinando um plano de trabalho efetivo entre Exército e Polícia Militar de todos os estados.

Com orçamento liberado de R$5 milhões, a arma nacional vai atuar na formação logística da PM para combates em fronts como o do Rio de Janeiro, especialmente na linha de inteligência militar – estratégia de guerrilhas, operações táticas etc.

Além de todo treinamento abrangendo as forças estaduais do país, o Exército também entra com equipamentos – exceto armas. Ou seja, indiretamente as Forças Armadas vão às ruas do Brasil.

Na assinatura de hoje, presença do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e do ministro da Defesa, general Silva e Luna. Após o protocolo, a operação foi dada como iniciada.

As armas que são exclusivas do Exército não podem descer às polícias estaduais, mas equipamentos como capacete e coletes à prova de bala entram no acordo e serão fornecidos.

Ainda que o moderno Exército não tenha experiência de guerra, os treinos de combate e a preparação de alerta estão conforme as grandes forças do mundo. Essa ordem de disciplina marcial é que fará a diferença no preparo da Polícia Militar, segundo o ministro Jungmann.

O Exército fará o mapeamento da violência em todo país e atuará com as respectivas forças militares conforme a necessidade local. Onde há presença marcante do crime organizado, naturalmente que a atuação será mais intensa.

Ainda segundo o ministro, o Brasil terá um ranking policial a partir de agora por contar com uma operação de combate militar que está entre as melhores do mundo – referência ao Exército.

Essa presença federal em corporações estaduais não é novidade, só que até agora as ocorrências têm sido à parte de um plano conjunto e governamental como propõe o acordo assinado hoje.

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Marcio Silvio

Marcio Silvio

marciosilvio@qgnoticias.com

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