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19/05/2019
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Execução de secretário em Osasco lembra a da vereadora Marielle

Guardadas as devidas proporções, a operação que executou o ex-deputado Osvaldo Verginio lembra a que abateu a vereadora Marielle Franco. O crime que assolou Osasco na semana não ganha o foco do ocorrido no Rio de Janeiro nove meses atrás, mas a barbárie apresenta algumas similaridades.

A polícia trabalha o caso do secretário de Osasco como execução. E tal qual aconteceu com Marielle, a agenda de Osvaldo Verginio foi acompanhada pelos executores até o disparo do último tiro. E foram onze contra o carro – seis atingiram o secretário, a mulher no banco de trás teve ferimentos leves e o motorista nada sofreu.

Na sexta-feira a polícia ouviu os dois – a mulher é esposa do motorista e ambos prestaram o primeiro depoimento. Desde as primeiras informações da execução a polícia ficou sabendo que os executores não esconderam o rosto; ou seja, foram de cara lavada para o serviço.

Mas a câmera de segurança que podia registrar tudo estava desligada; a única imagem que a polícia tem é a da Saveiro branca usada pelos criminosos, mas também é certo que um outro veículo dava cobertura.

Lembrando a ocorrência, depois de uma festa de confraternização no Jardim Novo Osasco, zona Sul, o secretário despedia-se quando dois homens caminharam em direção e metralharam. Nada foi levado, foi uma ação de extermínio.

Nove meses atrás, a vereadora Marielle Franco saía de um evento quando o veículo foi abordado num ponto estratégico e os assassinos disparam de forma ensaiada. A parlamentar foi atingida por quatro tiros dos nove contados pela perícia.

O motorista Ânderson Pedro Gomes também foi atingido mortalmente e a assessora da Marielle, no banco de trás, teve ferimentos por estilhaços. A logística do crime foi tão profissional que até hoje, nove meses depois, a polícia ainda tateia no caso.

A operação contra o secretário em Osasco segue a mesma linha profissional. No entanto, a polícia tem essa informação, que os executores estavam com a cara limpa. A questão, agora, tem a ver com a segurança das testemunhas – particularmente com o casal sobrevivente.

Quando se fala em execução, fala-se em acerto de contas. No Rio, a polícia aponta para milícias e para questões fundiárias, só que tudo no campo da hipótese; em Osasco nada foi dito ainda porque as investigações estão em fase inicial. No entanto, o fato de a polícia tratar o caso como execução é uma agravante que aumenta consideravelmente a periculosidade para Osasco ante o crime organizado.

O carro que levava a vereadora Marielle.

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