A Venezuela está sob governo dos EUA, um estado de emergência para uma transição segura, conforme o presidente Donald Trump que alerta que a ação militar que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro (📸) é aviso direto ao mundo.
Eu nunca permitirei que terroristas e criminosos atuem impunemente contra os Estados Unidos. Esta operação extremamente bem-sucedida deve servir como um aviso a qualquer um que ameace a soberania americana ou coloque vidas americanas em perigo.
Os principais países da América do Sul vão contra o ataque americano. Gustavo Petro é o presidente da Colômbia, apela ao diálogo e condena ações que aprofundem o confronto; do Chile, Gabriel Boric aponta que o assunto deve ser resolvido por meio do diálogo do apoio ao multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira.
Bolívia e Argentina aplaudem a ação militar dos EUA. O presidente Rodrigo Paz também classifica a Venezuela como narcoestado – o Ministério das Relações Internacionais da Bolívia apoia a intervenção americana.
Na Argentina, o presidente Javier Milei celebra o destino de Maduro a quem chama de ditador; também disse que o país tem sido como inimigo da liberdade no continente e compara a Venezuela com Cuba dos nos 60.
Já o presidente Lula vai contra: “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha aceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda comunidade internacional.”
NYT
A edição do New York Times condena Donald Trump e classifica a ação militar como ilegal, apontando como operação de uma nova doutrina de autoritarismo.
Está no editorial do NYT: “Aparentemente, a Venezuela tornou-se o primeiro país sujeito a esse imperialismo moderno, o que representa uma abordagem perigosa e ilegal para o papel dos EUA no mundo.”
O jornal cita o turbilhão americano no Afeganistão, também na Libia e a invasão do Iraque. Por fim, o editorial do NYT ironiza Donald Trump como aventureiro e que essa ação americana pode implodir a Venezuela.
