Está chegando a hora dos fogos: sabe como cuidar do amigo fiel?

 Extra!
Está chegando a hora dos fogos: sabe como cuidar do amigo fiel?
dezembro 30
22:04 2017

Fogos de artifícios estão vinculados à tradição e são indispensáveis dos gols do futebol às grandes festas populares. Mas ainda que assim tão enraizado, esse show pirotécnico vem conhecendo oposição. Bem minoria, é fato, mas já há movimentos indo contra essa manifestação e por uma causa canina.

As ocorrências envolvendo cachorros em pânico durante as explosões são sempre trágicas e muitas são fatais. Organizações e profissionais da veterinária engrossam a fila de protestos contra os fogos e, claro, uma multidão de famílias que convivem com esse problema.

 

[wp_ad_camp_1]

 

E numa época dessa, então, nem é preciso dizer que a preocupação é geral. A contagem regressiva para a virada do ano está correndo. Festa geral para todos mas momento de terror para o cão, que não tem a menor noção que os fogos significam festa. A audição do animal é extrema e tudo chega feito bombardeio sem qualquer explicação mas com um sinal evidente de perigo. E quando latir e chorar em uivos não valem mais, há aqueles que sangram, outros se mordem, muitos se enforcam nas próprias guias e há os que somem pelas ruas ou pulam das janelas – muitas vezes de prédios altos.

Os médicos veterinários orientam que as famílias eduque o animal desde filhote, para que entenda que os fogos estão associados às coisas boas da casa – e isso também serve para os gatinhos. E como fazer isso? Colocando áudios de fogos de artifícios e, ao mesmo tempo, brincar com o animal e mimá-lo com guloseimas.

Mas a maioria dos cães não conta com essa atenção e hoje padecem ao extremo. Agora na virada do ano, tudo depende mesmo é da família, da atenção e do cuidado. O animal precisa sentir-se seguro e protegido, apesar de ter o ouvido explodindo. Mas caso nada resolva e notar que o animal começa a babar e a ter taquicardia, é preciso levá-lo a um plantão veterinário. E o conselho mais importante é não prender o amigo fiel, tampouco os gatos.

Alguns donos estão indicando enfaixar a cabeça do cachorro para proteger os ouvidos. No entanto, isso também depende da relação do dono com o animal, pois se deixar para testar na hora do réveillon pode gerar mais problema do que resolver.

E se der a louca e o cachorro desaparecer? Os profissionais pedem para que os donos coloquem placas de identificação. Caso isso aconteça, mais cedo ou mais tarde terá notícias do animal. Outra sugestão é o som bem alto na hora dos fogos, mas sem nunca deixar o amigo fiel sem atenção. Esse é o momento que ele mais precisa do abraço e do calor humano.

Claro que cada dono tem maneira própria de cuidar. Não há receita cem por cento eficiente contra as explosões do réveillon. O animal vai mesmo sentir o cheiro forte da pólvora e o barulho pressionar-lhe a cabeça a ponto de explodir. Se o amigo fiel não tem raciocínio para saber o que acontece, cabe ao humano cuidar disso. Agora, se o humano entregar-se freneticamente às festividades, depois não adianta derramar lágrimas de arrependimento ao deparar-se com a tragédia, pois na hora que o animal mais precisou, não se fez presente.

 

Compartilhar

Sobre o Autor

Marcio Silvio

Marcio Silvio

marciosilvio@qgnoticias.com

Check Page Rank