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19/05/2019
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Ele é de Osasco e chefão do crime: mudança de Marcola exige operação de guerra do governo

Marco Willians Herbas Camacho é o número 1 do crime organizado, o poderoso chefão do Primeiro Comando da Capital e cuja sigla apavora a sociedade desde a fundação em 1993 no Piranhão, o Centro de Readaptação de Taubaté.

O apelido do líder do PCC tem fonte no vício. Vivendo nas ruas desde moleque, cheirava cola de sapateiro direto e reto e daí os parceiros de crime passaram a chamá-lo assim, Marcola, que é Marco + Cola.

No aniversário de São Paulo ele completou 51 anos de idade e com mais de três décadas atrás das grades – mas sem nunca perder o reinado. Marcola é natural de Osasco e ontem exigiu uma força tarefa espetacular dos governos federal e estaduais para transferência a presídios federais.

O chefão e outros 21 da cúpula do PCC estavam na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e em Presidente Bernardes – o destino deles foram os presídios de Brasília, de Mossoró/RN e de Porto Velho/RO – nova casa de Marcola. Esses poderosos do crime organizado podem ficar por apenas um ano nos presídios federais. Nos dois primeiros meses todos ficam em cela individual e com expediente diferenciado para banho de sol e visitas.

A logística de Marcola e o generalato do PCC começou ontem por volta das 7h50 e às 8h30 eram escoltados pela Rota ao aeroporto de Presidente Venceslau para embarque em dois aviões da Força Aérea Brasileira. De lá, o voo seguiu para Brasília, pousando às 14h; agentes da Polícia Federal reforçaram a chegada dos criminosos e o percurso até o presídio federal de Brasília.

Por ordem do presidente Jair Bolsonaro, as Forças Armadas estão ativas nessa operação em todos as bases dos presídios federais. Em Brasília, por exemplo, a Força Nacional dá segurança ao presídio. O voo de Marcola pousou em Porto Velho às 19h30 de Brasília, 17h30 locais.

O Exército Brasileiro estava de prontidão no Aeroporto Governador Jorge Teixeira, mais Polícia Rodoviária Federal. Todo entorno do aeroporto fora fechado e quem seguia para o terminal passava por forte vistoria militar. A chegada em Mossoró obedeceu o mesmo esquema de alta segurança.

O governo decidiu a transferência por levantar informações de um plano de fuga articulado por Marcola – seria um ataque para resgatar o chefe do PCC. Por conta disso, o governo investiu milhões de dólares na operação de transferência – compra de veículos blindados, aviões, armamento pesado (de guerra) e centenas de homens treinados especialmente para a operação.

NOTA DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA
Os presos, líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), custodiados em São Paulo, estão sendo transferidos com a escolta do Departamento Penitenciário Federal (Depen) e da Polícia Militar de São Paulo para as penitenciárias federais. O isolamento de lideranças é estratégia necessária para o enfrentamento e o desmantelamento de organizações criminosas. O trabalho integrado conta com a atuação da Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, Força Aérea Brasileira (FAB), Exército Brasileiro, Coordenação de Aviação Operacional e Comando de Operações Táticas da Polícia Federal, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O trabalho também envolve ações de inteligência em conjunto com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A transferência ocorre em cumprimento à decisão da Justiça do Estado de São Paulo após pedido do Ministério Público de São Paulo.

NOTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Na semana passada, o Poder Judiciário acolheu o pedido do MPSP. Após a decisão judicial, a Secretaria da Segurança Pública, a Secretaria da Administração Penitenciária, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e o Ministério da Justiça tomaram as medidas cabíveis para a transferência de 22 presos, que está ocorrendo nesta quarta-feira (13/02).

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