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De Figueiredo a Mourão, Brasil sob um general após 33 anos

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De Figueiredo a Mourão, Brasil sob um general após 33 anos
janeiro 22
09:37 2019

É o presidente em exercício mas é o presidente. O general Hamilton Mourão toca o segundo dia comandando o Brasil na ausência do titular Jair Bolsonaro, irmão de farda. Na linha histórica da presidência, desde João Figueiredo é a primeira vez que o País volta às mãos de um general.

João Batista de Oliveira Figueiredo foi o último do generalato que assumira a ordem nacional em 1964. Ele atuou fortemente no processo naquela década – no final dos anos 60 era comandante da Força Pública de São Paulo, que daria lugar à Polícia Militar.

No governo do general Emílio Garrastazu Médici, o general Figueiredo assumiria como chefe do Gabinete Militar; já sob as ordens do general-presidente Ernesto Geisel, assumiu o comando do Serviço Nacional de Informações.

Geisel iniciou a presidência em março de 1974 e passou a faixa para Figueiredo em março de 1979. O último general presidente do Brasil trabalhou por quase uma década, até março de 1985.

Os militares de hoje

A eleição de Jair Bolsonaro, capitão do Exército, recompõe peças militares a partir do primeiro escalão do governo – sete dos 22 ministérios estão para Marinha, Exército e Aeronáutica. Tem o general de divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz como ministro da Secretaria de Governo, o almirante de esquadra Bento Albuquerque na Minas e Energia, o tenente-coronel Marcos Pontes na Ciência e Tecnologia, o general Fernando Azevedo e Silva na Defesa, o capitão Wagner Rosário no Ministério da Transparência e o general Augusto Heleno no Gabinete de Segurança Institucional.

E segue com o Agulhas Negras Tarcísio de Freitas na Infraestrutura, mais o general Santos Cruz Secretaria de Governo; e outro quatro estrelas está para ser anunciado, o general Otávio Santana do Rego Barros como Porta-voz do governo. Mas há outros tantos militares espalhados na ramificação do poder, alguns com missão clara como vigias contra corrupção.

Isso está bem postado na fala do próprio general Mourão: “Temos que ter gente capacitada, de confiança, dentro dessas diferentes funções que existem (e que são muitas) e, obviamente, avessas e fora da ingerência política tradicional, digamos assim, não só para evitar a corrupção mas a ineficiência e a má gestão.”

Voltando ao segundo dia dele como presidente, despacha no gabinete de vice que fica no anexo do Palácio do Planalto. O general costuma chegar a partir das 9h para o expediente diário e não mexe na rotina como presidente em exercício. Ele é torcedor do Flamengo e curte mesmo futebol.

Sobre o Autor

Marcio Silvio

Marcio Silvio

marciosilvio@qgnoticias.com

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