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18/06/2019
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CRISE BRAVA: handebol perde patrocínio do Banco do Brasil

O handebol está em crise. Nada a ver com os profissionais que atuam diretamente nas quadras da Confederação Brasileira, mas com a administração. E o resultado está aí, a saída do Banco do Brasil da camisa da seleção.

É tipo um mata-leão, já que a instituição era majoritária nos cofres da modalidade. Para os Jogos Olímpicos do Rio, por exemplo, o BB liberou cerca de R$64 milhões para os quatro anos de preparação até 2016. Um investimento fortíssimo e que apontava sequência para 2020 em Tóquio.

A Confederação segura os Correios na camisa, única marca que fica; no mais, agarra-se à Lei Agnelo Piva para aporte de R$2,5 milhões – dos Correios o handebol recebe R$1,6 milhão.

A saída do Banco do Brasil tem a ver com improbidade administrativa nos 28 anos de Manoel Luiz Oliveira como presidente. Uma lista de atividades ilegais foi levantada pelo patrocinador que, agora, decide não mais figurar nessa camisa nacional.

Com o planejamento definido para Tóquio 20, a saída do BB é mesmo um golpe duríssimo e que coloca o handebol brasileiro em xeque.

O contrato do banco com a Confederação Brasileira expira no final de maio, aporte que significa baixa de mais de R$7 milhões anuais.

A entidade tem que mostrar muito jogo para cobrir esse buraco, com o risco de ter o planejamento olímpico radicalmente prejudicado.

O ex-presidente Manoel Luiz Oliveira foi afastado na semana passada e sob acusação de desvios de R$21 milhões vindos do Ministério do Esporte.

Mas essa decisão do Banco do Brasil é especificamente para o handebol, já que a instituição segue firme e forte com o vôlei e também com o atletismo.

E a situação da modalidade é mesmo de alto risco. A Confederação tem os Jogos Sul-americanos de Cochabamba, que são classificatórios para o Pan; e uma vez nos Pan-americanos de Lima, o objetivo será os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Mas agora sem o Banco do Brasil no suporte, esse roteiro volta à mesa de discussão porque o handebol brasileiro ainda não sabe o que fazer.

 

Nota da Confederação

A Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) recebeu, na tarde desta terça-feira, dia 10, por e-mail, um ofício que informava a decisão do Banco do Brasil de não continuar com as tratativas para a renovação do contrato de patrocínio com vigência até 30 de maio de 2018. O acordo daria continuidade à preparação das seleções brasileiras visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. 

O Banco do Brasil tem sido um importante apoiador do handebol brasileiro desde 2013. Esse apoio contribuiu para que o Brasil alcançasse seu principal resultado na história, o título mundial feminino, em 2013, e mantivesse todos os seus times competitivos internacionalmente.

A parceria possibilitou também o desenvolvimento da modalidade, o aumento das fases de treinamento das seleções adultas e de base e o apoio às seleções de handebol de areia, que se mantiveram no topo do ranking da IHF (Federação Internacional de Handebol). Permitiu, ainda, a criação do Torneio Quatro Nações, importante para a promoção e a divulgação da modalidade e da marca do Banco do Brasil por todo o país.

A CBHb lamenta muito o fim dessa parceria essencial para o handebol nacional. Sem o apoio do Banco do Brasil, a entidade terá de rever todo o seu planejamento, principalmente as ações relativas às seleções olímpicas. 

As equipes de base também serão afetadas. Neste ano, as seleções femininas júnior e juvenil têm em sua programação a disputa dos Mundiais de suas categorias, passo crucial para a formação das novas gerações. Apesar de lamentar o fim da parceria, a CBHb só tem a agradecer ao Banco do Brasil o apoio dado ao handebol até aqui.