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20/05/2019
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Ela é de Carapicuíba e consagrada no basquete: Janeth Arcain

Janeth Arcain, de Carapicuíba

Janeth Arcain é um nome consagrado no basquete brasileiro. Aposentou-se do garrafão em 2007 e após uma década com a braçadeira de capitã da seleção. Prata na Olimpíada de 96 em Atlanta e bronze na de 2000 em Sydney, despediu-se após os Jogos Pan-americanos de 2007, no. Rio

Essa jogadora espetacular é natural de Carapicuíba e desde que se aposentou em 2007 dedica-se a um projeto de formação esportiva. No entanto, ainda que sendo uma celebridade do basquete nacional e que partiu da região, nesse berço de origem quase nada se encontra de Janeth.

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Ela não foi apenas uma das grandes estrelas do Brasil mas guarda o 3º lugar no ranking das maiores pontuadoras. Sim, Janeth Arcain cravou 2.247 pontos em 138 jogos, números que indicam 16,3 pontos por partida.

 

Instituto Janeth

Três anos antes de se aposentar ela fundou o Instituto Janeth Arcain. Em fevereiro de 2002 deu início ao projeto que hoje dá continuidade à história dela. Voltado para crianças, o IJA tem núcleos em Santo André, Atibaia, Bragança Paulista e Cubatão, além de João Pessoa, Paraíba.

Ou seja, fala Janeth na região. Ela trabalha em parceria com escolas e assim vai promovendo o basquete, sendo que esse projeto conta com assinaturas da Liga de Basquete Feminino e Caixa Econômica Federal.

Esse trabalho com a escola, no entanto, é à parte do que ela toca no instituto. Mas seja na quadra escolar ou pelo IJA, ela sempre é apresentada com a honra que merece: uma das maiores pontuadoras da seleção, medalhista olímpica e a brasileira com mais títulos no WNBA.

Isso mesmo, Janeth teve quatro temporadas de arrebentar a boca do garrafão com quatro títulos seguidos pelo Houston Comets.

 

Escolinha de formação

Sobre a formação de atletas? Muito bem, a sempre capitã marca pontos ao falar de Cacá, Tattiane Pacheco, Patrícia Teixeira, Tassia Carcavalli e Damiris Dantas.  Aliás, Damiris é a primeira atleta de exportação do Instituto Janeth, indo jogar na Coreia do Sul.

Esse projeto, além de formar atletas é mesmo uma ferramenta aliada à educação. Janeth integra a Rede Esporte pela Mudança Social, tem reconhecimento do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, e o projeto tem chancela do Ministério do Esporte.

Em termos de Federação Paulista e Confederação Brasileira de Basquete, não é preciso dizer que ela tem total suporte.

Aos 47 anos, essa carapicuibana sente-se realizada com esse trabalho e a expectativa é de seguir abrindo núcleos e ampliando o basquete na rede escolar.

 

Que seleção!

De um lado a rainha Hortência, do outro lado chega Magic Paula… Sim, Janeth completa essa formação espetacular do ataque brasileiro, uma seleção que marca história de 1980 a 2000.

Com essas três o Brasil foi  ouro no Pan de Havana em 1991, prata na Olimpíada de Atltanta em 96 e com destaque para a medalha de ouro do Mundial de 94 na Austrália.

Janeth dos Santos Arcain tinha 14 anos quando viu-se pela primeira vez num garrafão. O primeiro clube foi o Higienópolis de Catanduval, em 1983. Duas temporadas depois ela já explodia e para fazer a diferença na seleção brasileira.

Quanto à seleção, ao ser convocada ela foi para a reserva. Também, nada a questionar se aquele timaço contava com Hortência e Paula, ambos no auge da carreira. Mas logo a ferinha se encaixaria.

 

Cumprimentada por Fidel

No Pan de Havana, 1991, o Brasil fez a final contra a seleção da casa. E que jogo foi aquele, com as meninas do Brasil matando a pau e fazendo o imperador Fidel Castro se esquecer do charuto.

Deu Brasil campeão por 97 a 76 e numa aula de basquete, tanto que o chefe cubano quebrou o protocolo e foi à quadra parabenizar as atletas tupiniquins – Fidel fez questão de entregar as medalhas. Naquele Pan, Janeth cumpriu seis jogos e fez 87 pontos.

 

De Atlanta 96 para o WNBA

O Brasil tinha tudo para beliscar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1996 em Atlanta, foi à final contra os EUA e terminou festejando a prata. E que festa, já que era a primeira medalha olímpica do Brasil em esporte coletivo feminino.

E foi lá que Janeth ganhou olheiros americanos, tanto que em 97 estreava na WNBA pelo Houston Comets. De quebra, a jogadora foi a primeira brasileira nesse torneio.

Por fim, nos Jogos Pan-americanos do Rio ela decidiu pendurar a braçadeira de capitã. A seleção chegou à final de 2007 e mais uma vez contra os Estados Unidos. A história se repetiu e as brasileiras ficaram com a prata.

Janeth despediu-se também como pentacampeã sul-americana, tetracampeã paulista e tetracampeã brasileira, mais um título carioca e um sul-americano de clubes.

 

Começou no vôlei

Nasceu em Carapicuíba mas quando interessou-se pelo esporte morava no Bom Retiro. Janeth foi até a escolinha do Corinthians mas lá não havia basquete… mas tinha vôlei.

Menina alta e de impulsão, não demorou para estar sacando e encarando a rede como ponteira. Janeth foi campeã paulista mirim pelo Corinthians e depois do título conversou com o treinador e se despediu: vou jogar basquete.

Fez por onde e acabou levada para Catanduva, entrando de corpo e alma na modalidade. Depois desse primeiro ano no basquete, 1983, duas temporadas depois ela estrearia na seleção brasileira.

História de tantos títulos e que segue com o trabalho social e esportivo igualmente vitorioso que ela desenvolve agora. Mais que justo essa atleta estar no Hall da Fama dos EUA desde 2015.

 

Janeth Arcain, de Carapicuíba

 

 

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