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Osasco
17/07/2019
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Polícia

Capitão do Corpo de Bombeiros sobre a fogueira da tragédia: sem autorização

O prefeito de Osasco, esposa e outras três vítimas da fogueira que explodiu sexta-feira à noite, passam pelo trauma em consequência de uma ação desautorizada pelo Corpo de Bombeiros. Segundo o capitão Marcos Palumbo, no projeto original apresentado pelos organizadores do Arraiá do Servidô não havia fogueira.

Sendo assim, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros que liberava a festa, seguindo o que é dito pelo capitão, foi liberado à revelia da fogueira par aos organizadores. No entanto, quando se fala em organizadores, a Arena Vip devolve para a própria prefeitura alegando que toda estrutura é por conta municipal. E numa nota divulgada logo após a tragédia, a assessoria da prefeitura confirmava que uma mesma pessoa cuida dessa festa há 17 anos. Portanto, agora as investigações tratam de apontar de onde parte, efetivamente, a responsabilidade.

O capitão reprova o procedimento da festa, seja de quem for a responsabilidade, ao centralizar a fogueira tendo uma multidão no entorno. “Foi uma tremenda falta de conhecimento colocar o prefeito e a esposa naquela situação”, afirmou.

Na manhã de hoje a Polícia Técnico-Científica e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia fizeram perícia no local da ocorrência. Restos da fogueira estão sendo estudados para que as causas da explosão sejam esclarecidas.

Enquanto isso, o fato corre no 5º Distrito Policial de Osasco como lesão corporal culposa – quando não há intenção de ferir; a própria explosão da fogueira é uma outra agravante no processo.