O ex-presidente Jair Bolsonaro tem duplo xeque na semana: o prazo humanitário de 90 dias para prisão domiciliar chega ao fim; a patente de capitão reformado do Exército está por um fio.
Entre quarta e quinta-feira agora, o Supremo Tribunal Federal decidirá se revogará ou se prorrogará o regime do condenado – a Polícia Civil deverá ir à casa dele para colher depoimento que será a base de decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro tem como justificativa de prisão humanitária o quadro de saúde por recomendação médica; e terá que provar bom comportamento – se respeitou a regra de sem celulares e sem redes sociais. Por outro lado, a apreensão da pistola Glock 9mm registrada em nome dele é ocorrência que pesa contra.
Mas além dessa mira implacável do STF, Bolsonaro está sob o peso de outra sigla poderosa, o STM. Também nessa semana, o Superior Tribunal Militar decide se o capitão reformado do Exército deve ou não seguir com a patente – por ser um criminoso condenado (mais de 27 anos), o Ministério Público Militar vai pela expulsão.
A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, tem agenda para depois de amanhã com a defesa do capitão condenado, última etapa antes de julgar a patente.
