15.8 C
Osasco
21/05/2019
QG Notícias | Base segura de informação e conteúdo
Esporte Home

Basquete brasileiro bane ex-presidente por 10 anos

Basquete brasileiro sob auditoria

Medida extrema tomada pela Confederação Brasileira de Basquete na Assembleia Geral Ordinária realizada ontem e que votou pelo banimento do ex-presidente da entidade, Carlos Nunes, suspenso por 10 anos.

A sentença teve aprovação de 24 conselheiros, destaques para Oscar Schmidt, Magic Paula, Cadum e outros grandes nomes do garrafão.

Com o banimento, o ex-presidente está proibido de ocupar qualquer função federativa ou estaduais. Diante da gravidade do caso, a Assembleia antecipa que o passo seguinte será a Justiça.

Sim, o ex-presidente Carlos Nunes será arrolado em medidas judiciais e terá a vida ainda mais comprometida; é fim de carreira para ele e início de uma árdua batalha perante a lei.

 

O basquete sob auditoria

Guy Peixoto é o atual presidente e contratou auditoria para varrer a confederação; o resultado mostra muita sujeira até 2017, justificando o rombo de R$38 milhões.

Quando em campanha ele prometia essa auditoria, foi eleito sabendo que a CBB não tinha caixa para bancar e, então, pagou do bolso.

O relatório cita emissão de notas falsas, manipulação de balanços, abuso de cartões de crédito corporativos, cruzeiros e tantas outras mordomias cinco estrelas.

 

A despedida de Carlos Nunes

Quando deixou a presidência em março do ano passado, Carlos Nunes desocupava cadeira que assumira em 2009. Disse que a partir dele a Confederação iniciou nova era, evoluindo como empresa.

Lembrando que em 2017 o Brasil estava banido da Federação Internacional de Basquete – por irresponsabilidades; punição que bloqueou repasses do COB e do Ministério do Esporte.

A Assembleia da CBB denuncia que toda construção de Carlos Nunes foi para interesse próprio e que o discurso dele é irreal.

Atletas e ex-atletas comemoram a decisão da Assembleia e entendem que a medida dura é necessária para limpar a imagem do basquete brasileiro aqui e no exterior.

 

Reflete em Osasco?

Esse teia da Confederação estende-se às federações e, portanto, também atinge todos os clubes; e o Basquete Osasco não escapa. Certo, não tem nada a ver com o caso mas sente o golpe que abate a CBB.

Nesse momento a diretoria está naquela batalha para agregar marcas à camisa 2018, o setor olha para o basquete brasileiro e vê isso.

Mas a boa notícia é que a CBB está se limpando. Osasco logo se pronuncia quanto à temporada, lembrando que a cidade também entra em cena no Paulista Feminino com o Bradesco.

Essas duas categorias são bem distintas em termos de gerência. Como o próprio nome sugere, o Bradesco tem o gigante financeiro por trás e não depende de quase nada de Osasco; já a categoria masculina tem um projeto solo, ou seja, sem um patrocinador master.

No entanto, é o basquete masculino que projeta mais a cidade na vitrine estadual. O do banco, por ser privado não se vê tanto nessa ligação municipal.

O Basquete Osasco tem projeto social e está contando com parceria da prefeitura para suavizar um pouco os custos. A temporada se aproxima, a diretoria tem que montar um elenco competitivo e por isso está buscando parcerias para a camisa.

 

Técnico segue

Enquanto o elenco ainda está no rascunho, a notícia para a torcida é que o técnico Enio Vecchi continua. Isso já é um grande começo de temporada para a modalidade.

Manter o treinador é mesmo um grande ponto porque ele conhece de ponta a ponta o mercado. Enio Vecchi sempre faz uma lista de contratações de primeira linha, um timaço no papel.

Acontece que a realidade o força a riscar os primeiros da lista, justamente por falta de patrocínio. Mas como tem ótimo relacionamento com os atletas, lá vai ele tentando negociar na base do chorinho.

As cifras do basquete se valorizam a cada temporada e os melhores jogadores fazem valer as contratações. Osasco já tem nome no mercado e isso acaba dificultando as coisas para Enio Vecchi.

Portanto, fechar parceiras para garantir a folha de pagamento é o grande desafio; o elenco está na mira do treinador e tudo depende do calibre osasquense. Como a temporada está às portas, Enio Vecchi espera por uma cesta de três pontos nas negociações.

 

 

Basquete brasileiro sob auditoria
Guy Peixoto, pondo a casa em ordem.

Related posts

Bia se despede de Osasco e Minas perde patrocínio de quatro anos

Marcio Silvio

Simpatizantes promovem nova caminhada para Bolsonaro em Osasco

Nilson Martins

Corinthians perde um dos melhores técnicos; Carille é do Al-Wehda

Nilson Martins