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2 de fevereiro de 2026
Oeste Barueri tem sábado com duas decisões - quartas do Paulista Sub 20 e oitavas da Copa Paulista.

Audax planta descaso e soberba, agora se rói por Oeste

A saída do Oeste não é novidade, isso vem sendo tricotado desde que o Palmeiras tomou posse da Arena Barueri. Sem casa, o Rubrão pagou de itinerante campeonato a campeonato, dobrando com Osasco e Santana de Parnaíba.

Em janeiro na Copa São Paulo, por exemplo, deixa de ser sede e vai compor o Grupo 5 em Araçatuba com o time da casa mais Athletico Paranaense e Maricá do Rio de Janeiro. Sim, Barueri tem galinha de ovos de ouro que é verde e branca e o Oeste já era.

Mas há considerações. Apesar de todo bombardeio que o clube sofre desde que deixou Itápolis, sempre se sustentou na estrada e se segurando na sobrevivência.

Como esta matéria não é uma linha do tempo, basta dizer que na temporada o Rubrão disputou o Paulista A2, ficando em décimo na fase de classificação com 20 pontos para 5-5-5 (vitórias, empates, derrotas), 14-16 gols.

Campeonato na sofrência, mas segurou a barra e se mantém na divisão de acesso à elite – estreia em 11 de janeiro contra a Ferroviária, certamente no Rochdalão de Osasco.

O Rubrão também disputou a Copa Paulista, classificou-se em terceiro lugar na fase de grupos com 14 pontos para quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas; 8-10 gols. No mais, trabalha todas categorias de base.

E O AUDAX?

Enquanto isso na Vila Yolanda… O Audax segue vivendo do passado, de quando chegou ao vice-campeonato paulista em 2016. Antes disso, aliás, rolara parceria com o dito Oeste para o Brasileiro Série B.

Fernando Diniz era o técnico, o elenco era dele e o manto era rubro-negro. A dobradinha terminou a Série B em 16º lugar e se safando do rebaixamento por um potinho. Depois disso, fim de parceria.

Os clubes se uniram em maio de 2015 e o Oeste ainda era Itápolis. O que o Audax fez? Aproveitando-se da crise que o clube vivia por não ter estádio na cidade, mais ainda por causa da vaga na Série B do Brasileiro, chamou para Osasco.

Ao final da temporada a diretoria do Oeste decidiu não continuar, avisava que seguiria por conta – no ano seguinte o Audax seria vice do Paulistão e o Rubrão já estaria jogando em Barueri.

Mas o rico e pomposo time da Vila Yolanda pegaria elevador de descida após isso – rebaixado em 2017, na temporada seguinte cairia para o Paulista A3.

No entanto, teve um ano de remissão – em 2019, campeão da A3 para retorno à A2. Só que ficou nisso – jogo a jogo foi despencando sob olhar gélido da diretoria até chafurdar na Segunda Divisão.

Hoje o Audax é mais uma vitrine de base, direciona-se a olheiros em busca de garotada para o mercado; se voltar com o profissional, será na quase várzea Bezinha.

Mas tudo estava muito de boa para a diretoria, incômodo zero, estádio da Vila Yolanda em modo grátis da prefeitura e, o mais importante, sem torcida pegando no pé pelos descasos e vexames.

Sim, o Audax sempre posou de intocável e senhor dos anéis. Mas agora com o Oeste anunciando chegada, a diretoria se rói porque sabe que o Rubrão tem jogo, que vai levar Osasco à A2 e à Copa Paulista – campeonatos fortes da Federação Paulista de Futebol.