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Audax com chuteiras na A3 mas cabeça na elite: só ver a camisa do Oeste Barueri

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Audax com chuteiras na A3 mas cabeça na elite: só ver a camisa do Oeste Barueri
fevereiro 12
08:40 2019

Nas páginas do QG Notícias há reportagens antigas sobre a relação agitada entre as cartolagens do Audax e do Oeste. Pode ser que alguns não saibam, mas houve uma temporada na qual o Rubrão era Osasco e toda cúpula do Audax comandava o clube.

Depois entrou Barueri na parada e o QG antecipou a mudança. Nesse ínterim, a imprensa vinha na contramão da reportagem ao destacar a cartolagem dizendo que não era nada disso etc; aliás, publicações garantiam que a ida para Barueri seria temporária e que em 2017 o Oeste até voltaria para Itápolis….

Bem, o tempo está aí mostrando a fotografia do momento e com o Rubrão mais Barueri que nunca; de quebra, também confirma as reportagens do QG. E o que esse passado que não é tão passado assim tem a ver com a matéria de agora?

É que Audax e Oeste seguem em dobradinha silenciosa e isso reforça o ponto de intersecção entre os clubes – uma área onde todos comungam da mesma mesa. Sim, o Rubrão tem a própria diretoria assim como o Audax; no entanto, nesse ponto de intersecção as partes convivem e tricotam.

O Oeste volta à elite do Campeonato Paulista após duas temporadas e, também, volta com o Audax na camisa como fez em algumas rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro. Então, o time de Osasco posa na camisa do Rubrão como patrocinador ou por conta daquela área de intersecção citada?

Quando da mudança de Osasco para Barueri e para ter os direitos de cumprir as temporadas estadual e nacional, o Oeste teve à frente o mesmo homem que comandou a compra do Audax em 2013 – o visionário Mário Teixeira. O QG destacava que o dono do clube osasquense detinha boa parte das ações do Rubrão – e mais: o investimento do então conselheiro-mor do Bradesco estava registrado em cartório.

Mário Teixeira assinara a compra do Audax por R$13 milhões, teria bancado R$8 milhões no ato para R$5 milhões parcelados; isso à parte, na transferência para Barueri foi o cheque dele que liberou o novo Oeste na Federação Paulista ao peso de R$800 mil.

Sim, a imprensa partiu novamente na contramão do QG e as reportagens falavam de rompimento entre as partes, que a diretoria do Oeste apontava o banqueiro até como caloteiro – algumas matérias usavam essa expressão, dando profundidade e amplitude à bronca do Rubrão.

Mas se as coisas foram desse jeito, como a imprensa explica o Audax na camisa do Oeste? Mesmo que a resposta seja tipo ‘o Audax é um clube empresa e pode fazer esse investimento’, cabe outra perguntinha: como o ponte-pretano Mário Teixeira iria pôr grana num clube que o detonou como caloteiro?

O QG segue na pauta que vem desde 2015 – os clubes são parceiros, esse nó ainda não foi desfeito e, até que a diretoria do Rubrão prove o contrário, Mário Teixeira continua falando grosso nessa relação. E por que o Audax na camisa? O multimilionário não engoliu a queda do Paulistão. Dentro das quatro linhas o Audax não corresponde ao investimento dele mas quem sentiu o gostinho da visibilidade da elite não se esquece jamais.

Isso explica o título desta matéria: ainda que com chuteiras na Série A3 do Campeonato Paulista, o Audax tem a cabeça na elite; estar na camisa do Oeste Barueri é uma mágica que revive o glamour de 2016, mesmo que em forma de estampa.

Sobre o Autor

Marcio Silvio

Marcio Silvio

marciosilvio@qgnoticias.com

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