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17/07/2019
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Esporte

¡ARRIBA PERÚ! O país inteiro celebra o renascimento da seleção desde a Rússia 18

O futebol peruano está em festa com a seleção. A derrota para o Brasil na decisão da Copa América nem entra em questão, pois o que vale mesmo é o Peru ter quebrado jejum de 44 anos até voltar a essa vitrine. No país, a final de ontem no Maracanã confirma o renascimento a partir do ano passado.

Toda imprensa peruana aplaude a equipe comandada por Ricardo Garega, com os jogadores sendo aclamados como guerreiros. Sim, desde o título de 1975 que o Peru hibernava na competição. A Blanquirroja foi surgindo pelas beiradas da Copa América, logo se posicionou como grande seleção e confirmou isso ao se classificar à final.

Até então, a memória do futebol peruano estava empoeirada desde aquela façanha da seleção comandada por Teófilo Cubillas. Em 1975 a competição rodava os países e não tinha sede fixa. O Peru visitou o Brasil e fez 3 a 1 no Mineirão; no jogo de volta em Lima, 2 a 0 para o Brasil e a classificação foi decidida na moedinha, dando Peru na final e, depois, campeão em cima da Colômbia.

Aquela geração de 75 ficou em campo por quase uma década – boa parte dos jogadores disputou a Copa do Mundo de 1982, por exemplo. E essa participação também fecharia o Peru em mundiais porque seriam 36 anos fora de Copa do Mundo até a Rússia 2018.

Então, voltar a disputar o Mundial no ano passado e agora chegar à final da Copa América são marcos do renascimento da seleção peruana. E se há aquela pegada entre o futebol brasileiro com o argentino, o técnico Garega é o hermano dado como grande herói.

O argentino foi contratado em 2015 e para ressuscitar o futebol blanquirrojo. O Peru era absolutamente desacreditado e fora das apostas mas Garega surpreendeu ao conquistar vaga para a Rússia.

A seleção não conta com jogador galáctico mas tem Paolo Guerrero como grande ídolo. O atacante do Inter de Porto Alegre se destaca pela raça e pela valentia com a camisa peruana – a mais vendida no país. O torcedor chama Guerrero de Depredador. Essa é nova história que a seleção vem escrevendo no futebol sul-americano e mundial.