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19/06/2019
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Após apresentar o Bradesco, Luizomar vai ao Peru para ver se continua técnico da seleção

A Federação Peruana de Vôlei entende o momento do técnico Luizomar de Moura no Brasil. Estava na batalha das semifinais da Superliga e, na sequência, numa outra ainda mais tensa com a saída da Nestlé. Desde então ele deixa de lado a função técnica para ser um executivo cuidando dos acertos da nova marca para a equipe de Osasco.

E após 2009 com a extinção do Finasa, eis o Bradesco retornando à alta competição. A informação foi dada exclusivamente aqui no QG Notícias na semana passada, apontando que em 2 de maio o técnico do Osasco Vôlei Clube deve estar à mesa da diretoria anunciando o novo patrocinador.

O Bradesco mantém o ginásio no Jardim Cipava, zona Sul de Osasco, com as categorias de base que disputam as respectivas temporadas da Federação Paulista.

Até agora o banco mantinha a equipe sub 21 na Superliga B, mas como volta à elite nacional esse campeonato de acesso perde a razão – salvo se a diretoria optar por manter a competição como vitrine de jogadoras.

Na camisa do Osasco Vôlei o novo patrocinador deve entrar como Bradesco Prime. E reforçando, informações confirmam apresentação em 2 de maio. Até lá, portanto, nada tira o técnico Luizomar de São Paulo. Só depois disso é que irá resolver a pendência com a seleção do Peru.

 

Por que a Federação Peruana mexeu na presidência?

O que está acontecendo é que a presidente que dava todo apoio ao treinador foi retirada do cargo e a vice assumiu. Esse mudança na direção pesa sobre o treinador com importante ala da diretoria peruana cobrando a saída do brasileiro.

Mas como já foi dito, Luizomar está sem cabeça agora para cuidar disso. Tanto é que Pilar Gonzales, atual presidente da Federação Peruana, veio a São Paulo atrás dele e o assunto não foi agradável. A presidente foi curta e grossa ao falar de mudanças importantes no contrato que vai até 2020, caso Luizomar concorde e se comprometa.

Os valores envolvidos desse contrato são sigilosos, naturalmente, mas Pilar Gonzales deixou vazar que a mexida mais pesada foi justamente nas cifras.

A madrinha de Luizomar de Moura na seleção era a presidente Diana Gonzales, ex-jogadora e que lançara o projeto do vôlei peruano à Olimpíada de Tóquio em 2020.

Isso mexeu com toda nação, já que o torcedor peruano é mesmo de intensa paixão nacional. E a chegada do treinador brasileiro foi tipo coroação desse projetaço da presidente.

Por outro lado, a inovação e ousadia de Diana Gonzales acabou levantando ciúmes e burburinhos começaram a fervilhar pelos corredores da Federação Peruana, até que um testa de ferro surgiu para fazer a casa cair.

Augusto Bravo justificou o sobrenome ao comprar a briga contra a presidente e entrou com recurso contra Diana Gonzales no Conselho Superior de Justiça Desportiva.

Diana foi denunciada por não ter qualificação. Primeiro, não teria sido uma atleta de alto nível e, portanto, sem bagagem para lidar com a seleção nacional; segundo, sem formação universitária.

Nenhuma acusação administrativa, nenhuma queixa de gerenciamento ou irregularidades. A presidente foi cassada por questões de currículo apenas. Mas a diretoria da federação foi implacável e com destituição sumária, assumindo a vice Pilar Gonzales.

Assim, o impeachment de Diana foi o abre-alas para a mesma diretoria tensa partir para cima de Luizomar de Moura. De pronto, aprovou-se que a nova presidente visitasse o Brasil para a primeira conversa com o treinador.

Como já foi dito, os peruanos entendiam o momento de decisão de Luizomar na Superliga, como entendem agora a pressão que ele vive até oficializar o Bradesco Prime como novo patrocinador do Osasco Vôlei.

 

E como fica?

O lance do vôlei está praticamente resolvido, não é mais um problema para Luizomar de Moura. Nesse momento as tratativas são para os detalhes etc e tal.

Tanto que o técnico garantiu à Federação Peruana que estará em Lima na próxima semana. Ou seja, logo após o aperto de mãos oficial com o Bradesco Prime, ele vai resolver essa parada com a seleção.

Lembrando, Luizomar de Moura tem contrato até 2020. A federação está reduzindo o salário dele e da comissão técnica, medida que o coloca em xeque. E ele fotografa essa situação numa jogada rápida: “Na próxima semana irei a Lima me reunir com a Federação Peruana para ver se continuo ou se pego minhas coisas e volto pro Brasil.”