15.1 C
Osasco
18/06/2019
QG Notícias | Base segura de informação e conteúdo
Cidades

A queda da violência em São Paulo e o papel das polícias

O último levantamento do Atlas da Violência 2019 do Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea), chama muito a atenção sobre a queda vertiginosa da violência no estado de São Paulo

E dizer que, a polícia de São Paulo foi, em grande medida, a responsável por uma das maiores conquistas sociais ocorridas na história recente do país: a enorme redução do número de homicídios, que salvou centenas de milhares de vidas, principalmente de jovens, negros e pobres das periferias. Isso não é uma opinião: é um fato objetivo referendado por estatísticas oficiais.

O documento traz, ao mesmo tempo, uma constatação estarrecedora sobre a epidemia de violência que assola o Brasil e a esperança de que o nosso país pode sair do indigno mapa das nações mais brutais do mundo se seguir o caminho percorrido por São Paulo.

Segundo o estudo, enquanto os homicídios no Brasil cresceram 36,1% desde 2007 – chegando a 65.602 mortos em 2017, o que nos coloca na vergonhosa liderança mundial em número absoluto de assassinatos -, nesse mesmo período São Paulo reduziu em quase 30% esse tipo de crime.

A absurda desigualdade racial da violência letal do Brasil levou a que, em 2017, 75,5% das vítimas foram indivíduos jovens negros ou pardos.

Ou seja: de cada quatro pessoas assassinadas, três eram negros ou pardos.

Enquanto o número de homicídios nesse grupo aumentou mais de 62% nos dez anos da pesquisa (2007/2017) em todo o país, em São Paulo ele regrediu quase 17% no mesmo espaço de tempo.

Hoje, o Estado tem a menor taxa de homicídio de negros do Brasil.

Se os jovens negros e pobres são maioria dos assassinados e São Paulo conseguiu reduzir esse índice, na contramão do que ocorreu no país, isso demonstra que as políticas públicas aplicadas na área de segurança pelo Estado foram bem-sucedidas e beneficiaram justamente os que mais necessitavam.

A boa notícia é que essa tendência se acentuou ainda mais em 2019.

Nos quatro primeiros meses deste ano, o número geral de homicídios caiu 5%, e São Paulo alcançou a menor taxa de homicídios da história, com 6,5 assassinatos por 100 mil habitantes.

É algo a ser celebrado. Trata-se de um patamar muito próximo de países desenvolvidos e mais baixo que o de cidades americanas como Baltimore, New Orleans e Detroit.

Há conquistas também no combate aos crimes contra o patrimônio, justamente aqueles que incidem diretamente sobre a sensação de segurança da população.

De janeiro a maio deste ano, houve redução de 8,2% dos roubos em geral em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os roubos de veículos e de cargas caíram muito mais: 16,6% e 20,8% respectivamente. A queda, em grande medida, está relacionada às operações ostensivas São Paulo Mais Seguro e Rodovia Mais Segura que criamos em janeiro deste ano.

Nunca se prendeu tanto em São Paulo. De janeiro a abril, colocamos atrás das grades 62 mil criminosos, um aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2018 (58 mil).

Não surpreende que, quanto mais bandidos estejam na cadeia, menor seja o número de crimes fora dela.

Todos esses resultados são fruto do espetacular trabalho dos policiais de São Paulo, heróis que arriscam a própria vida todos os dias para defender a sociedade, proteger os nossos filhos e nossas famílias.

Desde o início da gestão valorizamos esse trabalho, seja comprando os melhores equipamentos, como armas de última geração, coletes a prova de bala e viaturas, seja homenageando policiais que se destacam no cumprimento do dever, por meio da certificação Policial Nota 10.

Também pagamos mais de R$ 230 milhões de bônus, por mérito e resultados, que estavam atrasados desde o ano passado. Eles beneficiaram mais de 70 mil agentes da lei que atuam em áreas em que houve redução dos índices de criminalidade.

E reitero meu compromisso: a melhor polícia do Brasil também será a mais bem remunerada força estadual do país até o fim de nossa gestão.

Segurança é cidadania. É respeito pelas pessoas, pelo direito à vida e a paz. Vamos trabalhar para que esta conquista de São Paulo se perpetue, para o bem de todos.  (Conteúdo Estadão)