9 de julho de 2026
Quartel de Quitaúna nos anos 30.

4º RI Quitaúna, braço forte na Guerra Paulista

O quartel de Quitaúna é história viva do Brasil em terras osasqquenses. Do bandeirante Antônio Raposo Tavares a revoluções, seria braço forte de São Paulo em 1932 quando eclodiu a guerra civil.

Estamos em 1921 e aplaudindo o presidente da República Epitácio Pessoa lançando pedra fundamental do 4º Regimento de Infantaria nas proximidades da Estrada de Ferro Sorocabana e do Rio Tietê.

Dez anos após a fundação, o quartel de Quitaúna vê-se dentro da Guerra Paulista – em 10 de julho de 1932, o comando do RI envia tropas e equipamentos pesados para Pindamonhangaba.

Os infantes defenderiam São Paulo até meados de setembro, em seguida o 4º RI reforçaria o front em Itapetininga, onde sucumbiria às forças federais; no final do mesmo mês e retornaria para Quitaúna.

Quanto a guerra civil paulista que hoje conta 94 anos, detalhes podem ser conferido no site da Assembleia Legislativa de São Paulo e também aqui. E voltado ao 4º RI, em 1932 integrava a 2ª Região Militar sob comando do general José Luís Pereira de Vasconcellos que estava em Lorena quando do levante paulista.

Na ausência do titular, o general Isidoro Dias Lopes assumiu a linha de frente na Capital e passou o comando da 2ª RM ao coronel Euclydes Figueiredo – pai do ex-presidente da República, general João Baptista Figueiredo.

Com essa troca de comando, as forças armadas de São Paulo juntava-se ao movimento civil contra o governo federal – era madrugada de 10 de julho quando o 4º RI em Quitaúna confirmava adesão na campanha militar.

Em Quitaúna, quem comandava o 4º RI desde janeiro de 1931 era o tenente-coronel Manuel Rabelo, 59 anos então. Carioca de Barra Mansa, era um adolescente de 16 anos e tipo serviçal do tenente-coronel Benjamin Constant no movimento que causaria a Proclamação da República em 1889.

Quando assumiu o quartel, o comandante também assinava como interventor em São Paulo por ordem direta do presidente Getúlio Vargas – depois da Revolução de 1930, o governo federal depôs governos estaduais.

O tenente-coronel ficaria como interventor até março de 1932, quatro meses antes da guerra civil. Depois da revolução e já com patente de coronel, assumiria o comando da 2ª Região Militar; em setembro daquele ano ganharia a quarta estrela, general de brigada.