Senador Delcídio prometia auxilio a Cerveró envolvendo ministros, Michel Temer e Renan Calheiros

novembro 25
19:49 2015

A PF prendeu o senador do Mato Grosso do Sul, na manhã desta quarta-feira (25). A medida extrema foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), porque o político tentava impedir as investigações, depois de ter sido citado pelo ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. Delcídio teria oferecido a possibilidade de fuga a Cerveró como alternativa para ele não aderir a um acordo de delação premiada ou, aderindo, não citar seu nome e nem o do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, como envolvidos em irregularidades investigadas pela Lava-Jato.

Em conversas com o filho do preso, Bernardo Cerveró, o senador petista teria discutido rotas alternativas para fuga de Nestor Cerveró tão logo este conseguisse sair da cadeia, usando habeas corpus. Cerveró também recebeu oferta de mesada de R$ 50 mil para viver na Espanha, possivelmente, país no qual tem uma segunda nacionalidade. Delcídio prometia contatos com outros políticos e ministros do STF para conseguir a libertação de Cerveró. Entre o nomes citados por ele, estão Teori, Dias Toffoli, Edson Facchin e Gilmar Mendes, ministros da Suprema Corte, e Michel Temer e Renan Calheiros, políticos influentes. O filho de Cerveró gravou as conversas e as entregou para o Ministério Público Federal.

Ministros decidem prisão em unanimidade

Duros discursos contra a prática de atos criminosos por agentes públicos foram pronunciados por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), durante a reunião extraordinária da Segunda Turma em que foi confirmada, por unanimidade, a decisão monocrática do relator da Lava-Jato, Teori Zavascki, de autorizar a prisão do senador Delcídio Amaral, líder do governo Dilma Rousseff. Delcídio foi preso pela Polícia Federal na manhã dessa quarta-feira (25).

A manifestação da vice-presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, foi arrasadora. Numa referência ao mote da campanha que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Planalto, em 2006, ela disse que, com o mensalão, o cinismo venceu a esperança, mas apontou que o crime não vai vencer a Justiça.

“O crime não vencerá a justiça, aviso aos navegantes dessas águas turvas. Criminosos não passarão sobre juízes e sobre as novas esperanças do povo brasileiro. Não passarão sobre o Supremo, não passarão sobre a Constituição do Brasil”, afirmou  a ministra Cármen Lucia.

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