VAGA NO SUPREMO – Fachin afirma não ser militante e nem pertencer ao PT

Maio 12
22:47 2015

Indicado pela presidenta Dilma Rousseff para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o jurista Luiz Edson Fachin negou hoje (12), durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, qualquer ligação com o PT. Ele informou que, na década de 80, chegou a ser filiado ao PMDB, mas esclareceu que a ficha jamais foi validada e que, desde então, não militou em nenhuma outra legenda.

O advogado afirmou ainda que  nunca fiz proselitismo político-partidário. Acrescentou que tem alunos de todas as inclinações político-ideológicas como testemunhas dessa afirmação. Sobre a elaboração do site “ Movimento Fachin Sim” http://fachinsim.com.br/, criado semana passada para responder críticas sobre o exercício da advocacia privada ao mesmo tempo em que era procurador do estado no Paraná, Fachin informou que contou com um profissional da área de comunicação na montagem do portal.

“Esse profissional me auxiliou e, em alguns momentos, tomou algumas providências para prestar alguns esclarecimentos. Não tive conhecimento [ dos detalhes] da contratação dessesite. Confesso que não tenho a informação de quanto foi pago, mas não tenho nenhum problema em, assim que obtê-la, divulgar a vossa excelência”, disse o advogado ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), autor do questionamento.

De acordo com o jurista, sua atuação política limitou-se à gravação de vídeos em apoio a alunos que se candidataram a cargos públicos por diferentes partidos. Também confirmou que integrou a equipe de José Richa no Paraná, pai do atual governador Beto Richa (PSDB), durante campanha eleitoral ao governo do estado.

Em relação às declarações políticas, Luiz Fachin disse que é alinhado com as pessoas que querem o progresso do país. Nesse sentido, afirmou que se considera um progressista, mas preservando direitos, interesses privados e as liberdades individuais.

“Não tenho nenhuma dificuldade e nenhum comprometimento, caso eventualmente venha vestir a toga do STF, em apreciar e julgar qualquer um dos partidos políticos da Federação, sejam eles de quaisquer aspectos ideológicos ou programáticos”, concluiu. Com informações da Agência Brasil.

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