Por ser contra ao “Voto Distritão”, relator da reforma deve ser substituído

Maio 11
02:45 2015

O PMDB ameaça substituir o relator da comissão especial de reforma política, o peemedebista Marcelo Castro (PI). O deputado caiu em desgraça no próprio partido porque resiste em adotar em seu no relatório final o sistema eleitoral batizado de “distritão”, o preferido do vice-presidente Michel Temer. Ironicamente, quem exerce maior pressão sobre Castro é o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que indicou o companheiro de partido para a posto de relator.

A exemplo de Temer, Cunha é adepto do distritão. Por esse sistema, cada Estado seria considerado um grande distrito eleitoral, em que os candidatos a deputado federal mais votados seriam eleitos —sem depender da votação atribuída às coligações ou aos partidos. A maioria da bancada de deputados federias do PMDB aderiu a essa proposta.

Castro prefere o modelo misto. Nele, metade dos deputados seria eleita pelo sistema distrital e a outra metade pelo sistema proporcional com lista fechada, no qual o eleitor vota no partido e elege os candidatos mais bem-postos numa lista de nomes escolhidos pelas legendas.

Em privado, Cunha e seus seguidores sustentam que, como representante do PMDB na comissão, Castro tem de contemplar a posição do partido no seu relatório. O relator alega que, quando foi escolhido, ninguém o avisou de que teria de se render obrigatoriamente ao distritão.

O impasse ocorre na reta final dos trabalhos da comissão. O colegiado teria de concluir seus trabalhos até o final desta semana. Eduardo Cunha já declarou que levará a reforma política ao plenário da Câmara mesmo que a comissão especial não apresente nenhum relatório. Nessa hipótese, seria nomeado um relator de plenário. E as divergências seriam resolvidas no voto, na base do vai ou racha. (Com conteúdo UOL)

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