Fusão PSB/PPS deve fortalecer esquerda e ficar à frente de PT e PSDB

Maio 31
14:00 2015

A imprensa que estava de olho na fusão entre o PTB e o DEM; já descartada pelo dois partidos,  mira agora o PSB e o PPS. Com o anuncio da fusão marcada para o dia 20 de junho, os dois partidos são socialistas — aliás, mais próximos da socialdemocracia europeia — e, portanto, têm identidade política. Não há resistência à união. O partido nasceria com quase 50 deputados federais e ganharia mais três senadores — Paulo Paim (RS), Marta Suplicy (SP), que devem deixar o PT, e Lúcia Vânia (GO), que está deixando o PSDB.

A crise do PT, que deve perder terreno eleitoral tanto em 2016 quanto em 2018 — devido à desmontagem de sua imagem ética —, possivelmente vai abrir espaço para um grande partido de esquerda, que poderá ser aquele que surgir da fusão entre PSB e PPS. Acredita-se que o espaço do PT, se este desmoronar de vez, não será ocupado pelo PSDB, que é visto como elitista e distanciado dos movimentos sociais e sindicais. Seria “ocupado” por outro partido de esquerda, mas não corroído por denúncias de corrupção.

Em São Paulo, Marta Suplicy, que deve disputar a prefeitura contra o desgastado Fernando Haddad, planeja sair o mais rápido possível do PT. Primeiro, para se “limpar” da imagem de petista. Segundo, porque precisa se postar, desde já, como “a” oposição ao petista Haddad.

Em Goiás, como não deverá disputar mandato em 2016, Lúcia Vânia tem mais tempo. Porém, se quiser organizar o PSB no Estado, precisa sair um pouco mais cedo para articular as filiações — quem quiser ser candidato a prefeito e vereador tem de se filiar até setembro deste ano — e fortalecer o partido para o pleito de 2018, quando deverá disputar, pela terceira vez, mandato no Senado.

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