DEM e PTB desistem da fusão que seria amanhã

Maio 30
14:07 2015

O prazo para democratas e petebistas anunciarem a fusão vence amanhã, último dia do mês de maio, mas o anúncio será o de que os diálogos foram encerrados e cada um tocará suas vidas da sua maneira.
A discussão da união do DEM com o PTB, iniciada em março deste ano, chegou ao fim com um resultado amargo para partidários de ambas às legendas que enxergavam um fortalecimento da nova sigla no Congresso Nacional e, consequentemente, nas eleições de 2016 e 2018.

Entre os beneficiados estaria o prefeito de Salvador e um dos principais articuladores da fusão, ACM Neto (DEM). O democrata participou ativamente dos diálogos, mas deixou a mesa de negociação antes mesmo de se esgotar todas as possiblidades. ACM Neto chegou a embarcar para Brasília anteontem, mas trouxe na bagagem a notícia do fim das conversas.

No meio da semana, o gestor soteropolitano chegou a admitir que o ponto fundamental para que a fusão acontecesse era saber se seria possível estabelecer um modelo de governança nacional que garantia a integração dos dois partidos. Na prática, os democratas queriam permanecer na oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

A falta de entendimento, inclusive nas nomeações para os comandos dos diretórios nos estados, gerou insatisfações em ambas as partes. O secretário-geral do PTB, deputado Campos Machado, chegou a se queixar de possíveis exigências feitas pelos democratas. “A conversa é sobre fusão, mas alguns democratas pensam em apropriação. Isso, no Código Penal, configura apropriação indébita”, disse.

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