Por 26 votos a 1, procurador Rodrigo Janot passa em sabatina no Senado

agosto 27
00:04 2015

Encarregado de denunciar ao Supremo Tribunal Federal (STF) os políticos investigados por se beneficiar do petrolão, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira para continuar no cargo por mais dois anos. Foram 26 votos favoráveis e um contra, depois de mais de dez horas de questionamentos. Falta ainda a aprovação do Plenário da Casa, que pode ocorrer ainda hoje.

A sabatina de Janot transcorreu sem grandes sobressaltos. Como era esperado, o momento mais tenso foi o embate com o senador Fernando Collor (PTB-AL), já denunciado formalmente pelo Ministério Público pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. Mas a tentativa de intimidação do alagoano – inclusive repetindo o gesto grosseiro de xingá-lo fora dos microfones – não desestabilizou Janot, que encerrou o confronto fazendo uma defesa da Lava Jato. “Não há futuro viável se condescendermos agora com a corrupção. Não há país possível sem respeito à lei. O que tem sido chamado de espetacularização da Operação Lava Jato nada mais é que a aplicação de fundamental princípio da República: ‘Todos são iguais perante a lei’. Como disse, ‘pau que bate em Chico bate também em Francisco'”, disse. Janot também rebateu acusações pontuais do senador: “Nego que seja vazador contumaz [de investigações]. Não tenho atuação midiática.” (Veja)

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